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Roberto Cavalcanti: Guerreiro iluminado

Roberto Cavalcanti. Publicado em 20 de dezembro de 2019 às 17:50

Sempre me questiono como e por que as coisas ocorrem. Falo do lado positivo ou negativo. Da boa sorte ou do pisar em rastro de cobra.

Apego-me sempre ao positivo, sigo este caminho instintivamente. Observei por anos e anos a energia positiva de um grupo econômico amigo. Ele sempre exerceu sobre mim uma fantástica energia e grande influência.

Sempre, convidado que fui a participar de suas festas de fim de ano, observava o clima de progresso e desenvolvimento, independente do que ocorria mundo afora, sabia que nada ocorre por acaso.

A receita básica é sempre trabalho. Porém, o trabalho por trabalho não basta. Precisava entender a mecânica do sucesso, o diferencial.

Quatro gerações de mãos dadas buscando sempre o melhor sem desgarrar do princípio básico da simplicidade, dos pés no chão.

Fruto da origem empresarial do patriarca fundador, tinha que ter rodas na atividade.

Esse DNA, originário, nunca foi abandonado nas diversificações do grupo em suas vastas atividades.

Assisti ao longo do tempo sua consolidação e atuação em pelo menos sete Estados do Nordeste.

Ao adentrar por diversas vezes na mesma, nunca deixei de exaltar a sua organização e funcionamento.

Dizia sempre que não era fácil administrar um patrimônio gigantesco todos os dias exposto nas ruas em mãos de centenas de profissionais.

Eu, que sempre tive nossas máquinas abrigadas em um pavilhão industrial, nunca deixei de ter os meus problemas, imaginava como deveria ser difícil tocar aquele negócio.

De onde viria então essa luz divina a iluminá-la?

Neste fim de ano, como de costume, lá compareci para participar de mais uma missa de graças ao ano que está se encerrando.

Tive a cautela de ligar antes para um histórico colaborador da mesma e perguntar se tudo estava confirmado.

Um fato de grande impacto tinha ocorrido. Apenas 48 horas antes havia sido sepultado o fundador de tudo aquilo.

Atendendo aos seus últimos desejos foi o mesmo sepultado aos 94 anos ao lado de seu pai na pequena cidade de Itapetim, interior do meu Pernambuco.

Os anos se passaram e eu não sabia que ele era meu conterrâneo. Um laço de semelhança, pelo menos um, estava identificado.

Não nego que lá cheguei com todas as minhas sensibilidades ligadas em sintonia máxima.

Ao abraçar seus filhos, netos e bisnetos, senti uma força superior presente. Busquei os detalhes e passei a enxergar com acurada nitidez as razões daquele sucesso, daquela luz.

Começo com o nome do evento: Natal de Luz. Aquela força que provocava todo o diferencial estava ali registrada.

Luz! Sim, luz Divina presente em tudo. A presença de Cristo é evocada em todos os momentos. É uma marca registrada daquela família.

Somente uma força superior daria sustentação àquela hora familiar de tanta dor e também no dia a dia da empresa, na superação das dificuldades inerentes aos negócios.

Fui em busca da simplicidade. A razão social do grupo é A. CÂNDIDO. A força do A. representa ali nada menos do que a força de um grande guerreiro. A de Argemiro:

“Guerreiro ilustre; saber ter como meta o infinito; versatilidade, o esforço incansável e a capacidade de influenciar pessoas; coragem e força; personalidade ativa e decidida.” Estava a fortaleza desse nome registrada em todas as consultas que fiz. Ali já se identificava o perfil da simplicidade apenas um singelo A.

Em busca de mais razões, pesquiso o nome/marca CÂNDIDO. “Cândido – Singelo, inocente, puro. Que é excessivamente branco; alvo ou imaculado. Desprovido de culpa, que é puro e inocente; expressa candura.”

Concentrei minhas atenções e meu foco naquilo que gostaria de encontrar. As razões pelas quais aquele grupo era iluminado. A resposta estava ali, nas minhas mãos.

Claro, alvo, branco, imaculado, puro. A força de um guerreiro iluminado era a razão de tudo. Estava escrito: “A força e a capacidade de influenciar pessoas”.

Quis ele em vida deixar suas marcas. Deixa sua obra física/econômica, porém, o legado maior foram as suas características básicas pessoais.

Foi aí que concentrou sua força de guerreiro, transmitindo a todos os seus o patrimônio maior que estava contido na plenitude do seu nome. Argemiro (Guerreiro) Cândido (Iluminado).

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Empresário e diretor da CNI.

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