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Roberto Cavalcanti: Expectativas

Roberto Cavalcanti. Publicado em 23 de dezembro de 2019 às 20:45

A palavra em si tem diversos significados, expressa muitas coisas. Dentro do mundo de hoje, ao primeiro impulso mental, sugere que falemos sobre o nosso Brasil. Que o 2020 nos traga boas novas. Cansei desses últimos anos apinhados de péssimas notícias. Quando se pensava que tínhamos chegado ao fim do túnel, eis que surgem novos dissabores.

Expectativa é esperar por algo, alguma coisa que seja viável ou provável. Aquilo que ainda não se tornou realidade. Do latim exspectare.

O que caracteriza uma expectativa é a sua sustentabilidade concreta, sua viabilidade material, haja vista que, diferentemente disso, seria uma ilusão. Não se baseia em incertezas ou apenas em esperanças vãs.

Na balança da vida, sempre temos as nossas expectativas. Se superestimarmos, esbarraremos nas desilusões, se formos por demais otimistas e as mesmas se realizarem, dizemos que “superou as expectativas”.

Eu, particularmente, sou extremamente realista em minhas projeções de expectativas. Sem questionar ou subestimar tais ponderações, priorizo em minha mente o que considero mais importante. A real expectativa, ou esperança de vida.

Definida tecnicamente como: baseada em dados estatísticos, calcula-se a quantidade de anos que se espera que determinado grupo etário viva. No Brasil, a expectativa de vida dos brasileiros é definida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Deparo-me com matéria que faz meus olhos brilharem e meu cérebro ficar em festa. “Expectativa de vida do brasileiro tem aumento de 3,1 anos em uma década”. Fantástico!

Na última década, passamos de 73,2 anos, em 2009, para 76,3 anos, em 2018. Nosso país segue em sua marcha de envelhecimento e eu de mãos dadas a ele.

Nos últimos anos, o Brasil está se transformando de uma estrutura etária jovem para um país de idosos.

Em 2029, chegará o momento em que as pessoas com mais de 60 anos superarão as de 15 anos.

O envelhecimento dos brasileiros reflete melhorias das condições de vida e o avanço da medicina proporcionado pelos meios tecnológicos/digitais que hoje dispomos. Na minha infância surgiram os primeiros antibióticos, as primeiras vacinas, sou um beneficiado por tudo isso até hoje.

Apego-me agora a dados estatísticos. A esperança de vida ao nascer em anos por ambos os sexos. Em 1940, era de 45,5 anos, nasci em 1946. Subimos em uma curva ascendente de tendência matemática até 2018, onde o dado aponta para 76,3 anos.

Vejam que o lucro de Roberto apenas em permanecer vivo foi de 30,8 anos. Mais que uma geração. Sua definição é do espaço de tempo que separa cada grau de filiação; cada século compreende cerca de três gerações. Considera-se como período de tempo de cada geração humana cerca de 25 anos.

Está explicado um fato que sempre esteve presente em meus pensamentos. Ao nascer, não tive a dádiva de ter avós ou avôs maternos ou paternos, todos já tinham partido para o plano celestial. Hoje, sou avô e com probabilidade matemática de ser bisavô com a graça de Deus.

Estatisticamente, minha esperança (expectativa) de vida está apontada como paraibano em 73,8 anos e como geneticamente pernambucano em 74,6 anos. Com meus atuais 73,7 anos, entrei na faixa de risco.

Fiz minha listinha dos fatores de risco mais prováveis. Acidentes de trânsito e quedas acidentais são os mais prováveis. Perdi pai, mãe, única irmã e cunhado exatamente vitimados por esses dois fatores.

No mais, é obedecer a um ritual de check up para poder me antecipar aos eventos biológicos. Força, Roberto!

Espero bater recordes em uma família que não é de longevos. A expectativa nordestina é de 73,6 anos. Esse eu já bati! Que pena não ser catarinense que hoje tem 79,7 anos de expectativa.

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Empresário e diretor da CNI.

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