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Roberto Cavalcanti: Diga adeus…

Roberto Cavalcanti. Publicado em 30 de dezembro de 2019 às 20:00

Há exato um ano, escrevia nesse espaço sobre a minha indecisão em titular um texto. Considero fundamentais essas nominações, fortalecem o entendimento sobre o espírito dos mesmos. Dizia:

“Por formação profissional sempre faço o meu balanço pessoal em momentos da minha vida, finais de ano, comumente. Planejei até intitular o artigo de hoje com o nome de Balanço. Faria uma avaliação do ano de 2018 de maneira técnica e pontual. Tenho consciência que não poderia hoje ainda fechar o balanço geral deste ano porque o mesmo só será finalizado, tecnicamente, no undécimo segundo do 31 de dezembro e muita água poderá correr até lá. Estou avaliando o hoje. Faço por estar, como diz o ditado popular, de barriga cheia. Troquei, então, por Aleluia… “

Neste ano, questionava não apenas o título, mas até o seu conteúdo. Buscava algo que não se ativesse apenas a exaltar os bons momentos do ano presente, mas que projetasse algo sobre o que fazer para 2020 ser um ano ainda mais positivo.

Eis que sou incomodado em pleno Natal por uma mensagem negativa que analisava de forma pessimista, negativista, inoportuna, depressiva, desconstrutiva, o real conteúdo de determinada matéria.

Isso me fez lembrar a história popular do pai que tinha dois filhos, um otimista e outro pessimista. Ao primeiro, presenteou com uma caixa de sapato com bosta de cavalo. Ao outro, com um lindo garanhão árabe. O pessimista passou a se vitimizar com os problemas que o cavalo com certeza traria. Já o otimista comemorou o presente e perguntou ao pai onde estava o seu lindo cavalo, haja vista que a bosta dele já estava na caixa.

Assim é a vida. Sou sempre do time do otimismo, da boa sorte. No instante seguinte, sou ainda de cabeça quente acessado dentre as centenas de mensagens de fim de ano que a cada instante recebo, com uma que veio a me abastecer de luz.

Estava ali o espírito do que gostaria de escrever nesse momento.

Troquei o título que poderia ter sido Aleluia II, em agradecimento a tudo que passei em 2019.

Sempre sou brindado com a coisa certa na hora adequada. Desejava ter um rumo, uma estratégia comportamental para praticar em 2020.

Transcrevo alguns trechos da mensagem recebida:

“Diga adeus… Às vozes na sua cabeça que lhe dizem que você é incapaz de fazer algo ou ser alguém…. Diga adeus… A tudo que lhe causou decepção… Diga adeus… Às promessas não cumpridas… Diga adeus… À dúvida e à negatividade… Diga adeus… Aos momentos em que você sofreu em silêncio… Diga adeus… Às pessoas que viraram as costas para você… Diga adeus… Às memórias ruins que moram em sua cabeça… Diga adeus… Às expectativas irrealistas que você tem para si mesmo…. Diga adeus… À viagem que você não fez, às férias que você não tirou, à festa que você perdeu ou às oportunidades que você deixou passar…. Diga adeus… Às falhas que você encontra refletidas no espelho e aos momentos em que você não gostou do que viu…Diga adeus… Ao pensamento de que o próximo ano será igual e de que nada vai mudar… Diga olá… A todas as maravilhosas possibilidades, sonhos e oportunidades que estão esperando por você.”

Sem dúvida, vou praticar a boa decisão. Afastar-me e afastar os meus dos pessimistas. Vamos priorizar a boa energia das boas decisões. Buscaremos nos apegar ao novo, ao comprometido com as mudanças de espírito e atitudes. Vamos nos distanciar dos não criativos. Abraçaremos os amantes do inédito, do tecnológico, dos novos caminhos. Cativaremos os agregadores de equipes. Iremos em busca de líderes que se dediquem à positividade, e não ao pessimismo. Transformaremos depressivos em empolgantes.

Trilharemos nosso caminho em busca de um futuro totalmente diferente que estará chegando em instantes.

Vamos dar adeus ao presente.

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Empresário e diretor da CNI.

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