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Roberto Cavalcanti: Desserviço

Roberto Cavalcanti. Publicado em 30 de janeiro de 2020 às 18:05

Tento me conter, porém, como cidadão brasileiro, não posso deixar de registrar a minha indignação com essa fratricida campanha contra o Brasil. Ela é dogmática e ideológica, não importa o quanto danifique a nossa imagem interna ou externa. Não existem objetivos, apenas um único, não permitir que o País tenha imagem positiva.

A guerra é total. Quem ousar assumir cargo público no atual governo que se prepare, a mídia esquerdopata vai buscar uma forma de destruí-lo.

Por vezes, tenho vontade de sorrir. Não há senso do ridículo ou autocrítica no noticiário. Se determinada pesquisa atesta a aceitação do governo em função dos seus bons resultados econômicos, eles entram em pânico e de imediato cercam essa ou qualquer outra matéria positiva com uma cortina de especulações negativas.

Não! O Brasil não pode dar certo.

A economia dando certo estaria oferecendo fôlego às forças da direita. “Temos que destruir o País para que isso não ocorra”. Esse é o preço, essa é a mensagem “pregada” por eles.

É inacreditável o que assisto diariamente. Em retrospectiva no início do ano, tudo era negativo. Cito como exemplo a suposta responsabilidade, culpa e descaso para com o meio ambiente. O tema tinha que ser ressaltado. Soaria bem internacionalmente. Vamos culpar o governo atual.

Foram pinçados dois grandes desastres ambientais: o rompimento da barragem de Brumadinho, em janeiro de 2019, e o óleo que, derramado em agosto no Atlântico Sul, chegou às praias nordestinas. Objetivo único, desgastar nossa imagem quando se sabe, de antemão, que em ambos lamentáveis acidentes o atual governo teve culpa zero.

Se o presidente do nosso país faz uma visita a Israel, em abril, é acusado de ser anti-mundo árabe; se apenas um gestor público faz uma citação infeliz, de imediato o governo como um todo é tachado de nazista.

A partir de agora, vou, sistematicamente, contrariar os derrotistas. Dedicar-me-ei a noticiar coisas positivas. Só para contrariar. O positivo será um santo remédio.

Que tal uma manchete: “Brasil bate o seu recorde histórico na produção de petróleo em 2019”. Melhor ainda se transmitirmos aos nossos leitores que superamos pela primeira vez em nossa história o volume anual de 1,017 bilhão de barris. Somos bilionários na produção do ouro negro.

Em um ano de uma economia em recuperação, que bom bater no peito e dizer que crescemos em relação ao ano anterior 7,7% (2019 x 2018), de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O Brasil ter entrado no rol dos poucos países que têm sua produção de petróleo acima de 1 bilhão de barris/ano não é notícia a destacar?

A ordem ideológica, porém, é esconder o positivo da população.
Por que não divulgar aos quatro ventos que, em dezembro de 2019, tivemos uma produção de 3,107 milhões de barris diários? Isso significaria divulgar que crescemos sobre dezembro de 2018 fantásticos 15,4%.

Por que não citarmos que a produção de todo o óleo e gás do País, o total obtido em dezembro passado alcançou 3,973 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) por dia, com crescimento de 16,6% sobre dezembro de 2018.

Estamos falando de riqueza, petróleo. Tenho que gritar para ser ouvido que o nosso Brasil é hoje o 10º maior produtor de petróleo do mundo. Até 2030 estaremos entre os cinco maiores produtores globais dessa commodity.

Todos sabem a importância e a riqueza em nível mundial da atividade petrolífera do Kuwait. O que não nos deixam saber é que sua produção, nona no mundo, está a apenas 0,26 milhões de barris/dia acima da nossa.

Em passado próximo, esta atividade era um dos mananciais do roubo no Brasil. Cessados os desmandos, é fonte de riqueza, por isso, o silêncio, a omissão. Vamos frear o desserviço e botar a boca no trombone com o lado positivo.

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Roberto Cavalcanti

Empresário e diretor da CNI.

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