Fechar

logo

Fechar

Roberto Cavalcanti: Amazônia Azul

Roberto Cavalcanti. Publicado em 14 de janeiro de 2020 às 21:30

Muitos devem desconhecer o real significado do termo acima. Estamos condicionados a identificar Amazônia como a região geográfica situada ao norte do espaço continental brasileiro tão cobiçado pelo mundo, a Amazônia Verde.

Nossa Pátria vem sendo assediada desde o seu tempo de Colônia portuguesa por um número infindável de nações em razão das riquezas daquela área. O mundo, independentemente de razões ideológicas, faz da nossa Amazônia continental manchete pelas mais diversas razões.

O apelo ecológico mundial, ao qual abraço, muitas vezes se apega a inverdades das mais absurdas. A Amazônia é vendida ao mundo de forma distorcida por uma mídia que age muitas vezes por questões econômicas/ideológicas buscando internacionalizá-la.

O Brasil ao longo da sua história tenta defendê-la, tendo, porém, nos últimos anos, sofrido um conluio cujo objetivo básico é impedir a sua materialização econômica em benefício do nosso País. Seria, a mesma, reserva estratégica para o mundo.

Voltando ao tema título, por descuido ou por desconhecimento, o mundo esqueceu-se de atacar uma outra Amazônia, a “Azul”, tão rica e mais extensa que a nossa terrestre.

Graças à visão estratégica das Forças Armadas Brasileiras tivemos anos atrás a ampliação dos nossos limites de águas territoriais. No governo do Presidente Emílio Garrastazu Médici, alteramos seus limites de 12 para 200 milhas da costa. Essa vastidão territorial marítima, além de uma infinidade de riquezas de toda ordem, abriga nossas reservas petrolíferas do Pré-Sal.

Após uma campanha de descrédito acerca da sua viabilidade técnica/econômica, o mundo assiste hoje ao Brasil dominar essas reservas, tornando o nosso País em um dos maiores produtores mundiais de petróleo e possuidor igualmente das suas maiores reservas.

Com recordes sucessivos de produção no Pré-Sal, o Brasil será um dos pilares de sustentação do crescimento da oferta mundial de petróleo até 2030, atrás apenas dos Estados Unidos.

Graças à Amazônia Azul e ao Pré-Sal, o Brasil será um dos principais supridores da commoditie no mundo. Nosso petróleo, por sua posição geográfica, servirá no futuro como escudo defensivo contra crises geopolíticas tão comuns no setor.

Para perfeita compreensão do potencial da Amazônia Azul me atenho a sua área, 3,6 milhões de quilômetros quadrados de Zona Econômica Exclusiva (ZEE). Foi a mesma declarada território brasileiro em 1982 na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos do Mar (CNUDM).

No total, são 4.489.919 quilômetros quadrados de área agregando à “ZEE” e mais 950 mil quilômetros de plataforma continental.

Tem a Marinha do Brasil como órgão responsável por sua proteção, manutenção e preservação, bem como pela regulação das atividades exercidas nessa área. Por sua enorme extensão, torna-se uma dificuldade sua fiscalização e defesa.

Nos últimos dias, acompanhando com atenção notícias sobre esse tema, tive a grata satisfação de saber que o Comando da Marinha do Brasil conseguiu destravar a contratação da construção de quatro novas Fragatas para sua esquadra. Dentre outros, essas embarcações terão em seus objetivos a defesa da Amazônia Azul.

Serão as mesmas construídas no Brasil por um consórcio de nome “Águas Azuis”, liderado pela empresa alemã Thyssenkrupp Marine Systems e pela Embraer Defesa. Referidas embarcações da Classe “Tamandaré”, por sua alta complexidade tecnológica, possuirão grande poder de combate.

Com esse ato, o Governo Brasileiro dá uma demonstração da plena consciência na importância da defesa do nosso território e, principalmente, da Amazônia Azul.

Mais uma vez, as Forças Armadas Brasileiras se fazem presentes em contraponto ante às ameaças aos interesses nacionais que continuam, a cada ano, apresentando-se sob diversas perspectivas.

Share this page to Telegram

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Mais colunas de Roberto Cavalcanti
Roberto Cavalcanti

Empresário e diretor da CNI.

[email protected]

Arquivo da Coluna

Arquivo 2018 Arquivo 2017 Arquivo 2016 Arquivo 2015

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube