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Revisões da vida

Rafael Holanda. Publicado em 15 de fevereiro de 2019 às 12:00

Ainda que eu ande pelos passos das saudades, por caminhos que fizeram histórias de um passado tão distante, serei sempre capaz de separar as lágrimas que me feriram das que me trouxeram recordações.

Ainda que queira não se lembrar das quedas que sofri, das oportunidades que perdi, dos erros que cometi, das dores que sofri, das delicadezas que podiam ser realizadas e por apenas instinto eu me perdi.

Neste mundo é sempre um ato de repetição, onde cada um cumpre o seu dever de ser ou não feliz, e escreve em páginas as histórias que serão contadas, ou por precaução rasgam as páginas para não serem mostradas.

Ninguém é capaz de passar pela vida, sem que tenha um pouco de decepção a ser contada, ninguém vive em felicidade absoluta, pois as voltas que o mundo dá são capazes de escrever tudo ao contrário do programado.

Há sempre alguém sem motivo aparente que apresenta uma desculpa para viver em verdadeiro isolamento, onde o silêncio é o seu maior barulho, e a necessidade da solidão o seu travesseiro.

Há pessoas que procuram sempre buscar trazer para muitos a tempestade, para que como um mero espectador possa assistir o circo pegar fogo e se deliciar da dor de alguém torcendo pelo seu infortúnio.

Há pessoas que ao nascerem já trazem consigo o desejo de ajudar, de mostrar o mesmo caminho para seguir a uma pessoa que não faz parte de sua amizade, porque o templo do amor é maior do que o mal do mundo.

Dividir esperanças quando alguém necessita; dividir um pouco da paz ao que se acha em franco desespero é trazer para si um verdadeiro espelho de bondade e se sentir flutuar em naves de felicidade.

Nunca queira que alguém sinta o desprezo da vida, nunca seja capaz de expor os seus pensamentos que seriam capazes de prejudicar alguém, pois o Senhor da justiça está sempre a realizar uma sentença.

Quando tudo estiver próximo de terminar, quando já não existir uma certeza de retorno, quando o tormento da dor cruzar o seu caminho, saiba pelo menos reconhecer um pouco da fé.

Nada termina sem antes tenham sido cumpridos os atos que foram programados pelo DNA, mas muitos não chegam ao término porque antes já trouxeram tantas vezes este código e não souberam usar.

Que possamos nos cobrir com a manta da esperança e aguardar a oportunidade de mostrar que as grandes virtudes do homem são saber buscar em longas distâncias agonias perdidas.

Vamos à luta e trazer a paz que sonhamos; vamos fazer canções que sejam capazes de trazer um pouco de felicidade, vamos buscar a certeza que encontra dentro de nós e insistimos em não acreditar.

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