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Campina Grande - PB

“Residencial Facebook” e o Complexo Aluízio Campos

21/07/2017 às 11:17

Fonte: Da Redação

Por Alexandre J. Beltrão Moura (*)

Seguindo a tendência em vários locais do mundo, a empresa americana Facebook está criando um “espaço para 1.500 casas” onde os funcionários da empresa podem morar, minimizando assim, os problemas de moradia na cidade (com o impacto no aumento vertiginoso dos preços dos aluguéis) de Menlo Park, estado da Califórnia, Estados Unidos, onde a empresa tem sua sede.

A ideia não é nova e nem a primeira, pois a também americana Apple, já tem seu “condomínio” para funcionários no “Vale do Silício”, no mesmo estado americano.

O objetivo é, além de viabilizar a moradia dos funcionários, facilitar a mobilidade das pessoas, “criando uma nova zona residencial, que inclui não só as habitações, como também lojas e praças públicas, em frente da sede mundial da empresa”.

Em Campina Grande, o “Complexo Aluízio Campos”, em processo de implantação pela Prefeitura da cidade, tem proposta semelhante, estando alinhado com o que tem de mais avançado em “moradia e trabalho” no século XXI.

“LawTechs”

Quem disse que não seria possível inovar dentro do universo jurídico brasileiro? Saiba o que é lawtech (“tecnologias legais”, em uma livre tradução) e como essa ideia está revolucionando a maneira de trabalhar dos escritórios de advocacia.

Da mesma forma que as “fintechs” (“tecnologias financeiras”, também em uma livre tradução) revolucionaram a maneira como eram operados os bancos e o sistema financeiro em geral, as lawtechs começam a “colocar no século XXI” as “bancas de advogados”.

São programas de computador que “resolvem” a gestão do escritório, “gerenciam” os processos em andamento (prazos, documentação, etc), catalogam e facilitam o uso de jurisprudências e até “vasculham” as redes sociais e a própria Internet, em busca de informações sobre a possibilidade de processos, devido a alguma insatisfação de um cliente de um produto ou serviço, oferecido.

Existem softwares, baseados na “Tecnologia LightBase”, por exemplo, que geram até pareceres e petições (quase de forma autônoma), com base em documentos, legislação e petições anteriores, “pesquisando em uma base dados” onde constam todos os documentos (ou seja no “conhecimento” acumulado ao longo do tempo) de um escritório de advocacia ou de um determinado advogado.

Assim, diminuindo o tempo para que uma peça jurídica seja preparada e apresenta, de forma rápida e eficiente.

Softex e Universidade Mackenzie

Por falar em inovação, a SOFTEX – Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro e a Universidade Mackenzie, de São Paulo, acertaram uma parceria para “desenvolvimento de programas e projetos nas diversas áreas de conhecimento visando promover a capacitação profissional”.

E uma dessas iniciativas é o curso de extensão “Transformação Digital – Tendências Globais e a Disrupção no Modelo de Negócios”.

Este primeiro curso é “baseado em tendências tecnológicas e o impacto nos negócios, fornecendo o conhecimento necessário para subsidiar a transformação digital do empreendimento”.

Tema este extremamente atual. Ótima iniciativa!

Pesquisa

Uma pesquisa bem interessante revelou que para 44% dos jovens (entre 15 e 19 anos) “não é possível se afastar da tecnologia (leia-se “smartphones”) e ter um momento desconectado”, seja das redes sociais ou da Internet.

A pesquisa realizada pela empresa “GfK”, multinacional especializada em estudos de mercado e tendências de consumo, com 22 mil pessoas de 17 países mostrou que 34% do universo dos entrevistados, têm dificuldade de se afastar da tecnologia, “mesmo sabendo que deveriam ter um momento desconectado”. E como escrito no início deste tópico, “essa percepção é mais forte entre os mais jovens, de 15 a 19 anos (44% dessa faixa etária afirmaram isso)”.

Separando os resultados da pesquisa por países, o Brasil tem “o segundo porcentual mais alto de jovens com essa dificuldade: 42%”. Ficando atrás apenas da China, com 43%.

Já os jovens da Alemanha tem a maior facilidade de manterem-se desconectados, com um percentual de 35%.

Já para a faixa etária de 50 a 59 anos, a pesquisa mostrou que “não existe dificuldade para se distanciar da tecnologia”.

Merece uma reflexão.

(*) Engenheiro Eletrônico

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