Reparo ao “Memorial Urbano de Campina Grande”

Josemir Camilo. Publicado em 28 de novembro de 2020 às 17:03

Tendo divulgado em minha cidade, Goiana, o “Memorial Urbano de Campina Grande” como modelo para se fazer um idêntico, recebi do sócio efetivo do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (do qual, também, sou sócio correspondente), o senhor Reinaldo Carneiro Leão, uma retificação do verbete Vigário Virgínio Rodrigues Campello, pois, lá, se encontra Camelo, que me pediu para esclarecer o erro contido em Boulanger Uchoa. Segue a carta!

“Josemir, boa tarde! Permita-me fazer uma correção nesse “Memorial Urbano de Campina Grande”. Lamento que esse erro tenha sido publicado. O Vigário da Vila Nova da Rainha da Campina Grande, chamava-se sem absolutamente nenhum erro, Virgínio Rodrigues Campello. Infelizmente quem escreveu essa minibiografia do Vigário, baseou essa assertiva em Boulanger Uchôa, cujo livro não é levado a sério por alguém que se diz genealogista ou estudioso dessa ciência. Não se deu ao trabalho de ler Pereira da Costa, “Dicionário de Pernambucanos Célebres”. Pe. Virgínio, foi representante da Paraíba, nas Cortes de Lisboa e na primeira legislatura do Império. Quando faleceu em 1836 (aliás, no mesmo quarto em que nascera), era Deputado Provincial da primeira legislatura em Pernambuco. A revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano-IAHGP, no volume comemorativo aos duzentos anos da Revolução de 1817 publicou artigo de minha autoria, sobre ele. Inclusive transcrevendo a carta inédita que ele encaminhou a D. João VI quando preso na Bahia. Gostaria, prezado Josemir que, você tomasse a iniciativa de retificar o “Memorial Urbano”, colocando o verdadeiro sobrenome do culto e heroico Pe. Virgínio Rodrigues CAMPELLO, e não Camelo. Aliás, o do pai dele também. Esclareço que meus pais eram primos e três vezes sobrinhos em terceiro grau dele e, quando contavam histórias memoráveis, de sua vida, sempre demonstravam ter muito orgulho desse tio. Confio em você, caro Josemir, para que faça essa imprescindível correção. Abraço. ”

Minha resposta ao Prezado Reinaldo: Quando houver uma segunda edição, atuarei neste sentido. Era Virgínio Campello, sim. E ele quase não ia sendo eleito, àquela época, por que a ‘justiça eleitoral’ afirmava que ele não possuía sete anos de residência na Paraíba e delegou o caso para Lisboa, que, afinal, aceitou sua defesa de que passara quatro anos preso nos cárceres da Bahia. Saudações, caro Reinaldo Carneiro Leão!

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Josemir Camilo

* PhD em História pela UFPE, professor aposentado da UFPB, membro do Instituto Histórico de Campina Grande.

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