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Reciclagem de Medidores de Energia Elétrica

Benedito Antonio Luciano. Publicado em 23 de junho de 2022 às 11:22

A Revista Eletricidade Moderna envia semanalmente aos seus leitores a newsletter EM Express. Dentre os assuntos apresentados na edição desta semana, lançada em 20 de junho de 2022, destaco a reciclagem de medidores de energia elétrica promovida por uma concessionária paulista de distribuição de energia elétrica.

A estratégia da empresa é reaproveitar medidores antigos e quando não aproveitáveis encaminhar para a reciclagem os materiais contidos neles.

Esta ação faz parte de um programa que introduz medidores inteligentes na área de concessão da empresa na cidade de São Paulo-SP.

De acordo com a matéria publicada, segundo cálculos realizados por técnicos da empresa concessionária, com a substituição de 150 mil medidores antigos, eletromecânicos, por medidores eletrônicos, denominados medidores inteligentes, já foram destinadas para a reciclagem mais de 150 toneladas de metal, vidro e plástico.

A opção por medidores eletrônicos faz parte do projeto “Smart Meter” (Tradução: Medidor inteligente), que prevê a instalação até o final do ano de 300 mil desses equipamentos em unidades consumidoras de energia elétrica nos bairros paulistanos de Pirituba, Perus e Freguesia do Ó.

Ainda segundo a matéria citada, nem todo material desmontado é enviado para reciclagem. Depois de desinstalados e vistoriados, os medidores antigos que ainda apresentam condições de funcionamento são direcionados para reutilização e só são totalmente desmontados aqueles que estiverem no fim da vida útil.

Neste contexto, para o reaproveitamento sustentável e a destinação correta dos medidores não utilizáveis, a concessionária de energia elétrica, por meio de empresas parceiras, realiza o processo de descaracterização, para garantir a segurança da informação, e inicia o processo de reciclagem e transformação em matéria-prima.

O plástico, por exemplo, é revendido para empresas que recuperam o material para que esta matéria-prima possa voltar para a cadeia produtiva da indústria, seguindo a logística reversa.

Na prática, todo esse processo é suportado por dois importantes pilares de economia circular: a extensão de vida útil e a circularidade de produtos. Desta forma, os materiais que chegam ao fim da sua vida útil seguem para as empresas especializadas que realizam o descarte adequado ou a reciclagem dos resíduos sólidos.

No Brasil, a adoção da logística reversa no processo de reciclagem de medidores de energia elétrica eletromecânicos não é nova.

Por exemplo, em 2016, uma parceria entre o Banco Mundial e a Eletrobrás resultou no “Projeto Energia Mais”, implantado em seis estados brasileiros, a saber: Acre, Alagoas, Amazonas, Piauí, Rondônia e Roraima, gerando empregos indiretos e cerca de R$ 6 milhões arrecadados para as distribuidoras de energia elétrica envolvidas no referido projeto.

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Benedito Antonio Luciano

Professor doutor, titular do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

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