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Rafael Holanda: As dúvidas da vida

Rafael Holanda. Publicado em 8 de fevereiro de 2021 às 7:51

No silêncio da noite se abre a comporta da saudade em melodias que atingem de cheio a alma fazendo lembrar dos meus amigos que partiram para nunca mais voltar.

Muitos partiram e nem sequer nos despedimos, outros se tornaram presentes em páginas de jornal a notificar o seu falecimento, ou convidando para missa de sétimo dia.

A morte é um mistério por mais que tentemos decifrar, nos perdemos nos elos da incerteza e de forma simples não encontramos uma explicação plausível para que haja certo conforto.

Não há como admitir que possamos passar apenas uma vez por aqui ou outros lugares, pois os que nascem em sofrimento têm por obrigação o retorno para uma nova chance.

Os que fizeram de sua vida um verdadeiro ato de missão do servir têm o direito de retornar para frutificar ainda mais a sua fidalga missão anterior, e se elevar mais próximo de Deus.

Muitos viveram durante a sua curta passagem apenas para espionar, fazer maldades, incentivar a arte de produzir sofrimentos e destronar o resto de paz dos que tinham pouca paz.

O destino seria infeliz se não mostrasse que por trás de tudo isso existe a lei do retorno, pois após alguns comprimirem suas purificações tirar um pouco dos seus erros deve retornar para compor uma bela canção.

Não é admissível que os destituídos do direito de andar, vê ouvir ou falar, além dos portadores de lesões cerebrais grave, após partirem, não tenham o direito de retornar para cumprir a sua missão de ser feliz na terra.

Mas, como podemos discutir a morte se a vida ainda nos enseja muito a explicar, nos envolve de perguntas, cujas respostas se encolhem na medida em que se aprofundamos, e cuja verdade se perde no lenço da brisa do universo.

O mais importante na realidade é que independente das dúvidas possa seguir com a dignidade, pela estrada e cumprir atos que servirão de lições para os estão chegando e os que virão.

Com a simplicidade que a vida nos oferece, devemos viver com a simples roupa que nos cobre, e não buscar em espreitar os outros, que se cobrem com que existe de melhor e muitas vezes são infelizes.

A felicidade está na maneira mais sublime com que você vive o seu dia, como saber consolar, como a saber amar, pois muitas das vezes um homem sem camisa leva consigo a grande virtude de ser feliz.

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