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Rafael Holanda: A crueldade do mundo

Rafael Holanda. Publicado em 20 de janeiro de 2020 às 11:21

Eu gostaria que o mundo por ter sido um verdadeiro milagre de Deus pudesse com a força deste milagre, ocasionar milagres para metade desta terra que vive momentos de intenso sofrimento.

Eu gostaria que não existissem datas comemorativas no decorrer do ano e que a cada instante tudo se transformasse em motivos de servir, em motivos de rir ao invés de chorar o choro de uma solidão.

O mundo já divide em festas, exatamente para que possa esquecer a maior parte do tempo dos que vivem no subsolo da vida, pois já não existe escala para posicionar os seus sofrimentos.

Muitos nascem e antes de se envolverem com a beleza da vida morrem, outros não chegam ao termino de sua evolução e são descartados do útero que se diz materno de maneira sórdida, pois um ser não se faz necessário na vida de alguém.

A lágrima se torna a principal entidade de um lar onde as desigualdades são aberrantes, o frio intenso rasga como uma navalha a pele desnuda e maltratada de um pequeno ser que implora um pouco do nada que muitos jogam ao lixo.

O desespero se oculta, porque os homens que se dizem de boa vontade se tornam surdos as dores que partem através do vento e como nada acontecesse distribuem entre si toda fortuna retirada de forma ilícita.

São tempestades que não nos fazem sofrer; são peças que armamos para que ninguém vá aonde a dor clama e a necessidade implora; são tormentos que fazemos questão que sejam abafados pelo vento da maldade.

O pobre se perde na solidão do desamparo e se torna uma personalidade maior nos momentos políticos, onde uma cesta básica é capaz de silenciar o murmúrio de uma fome sem igual.

O infeliz homem que se diz repleto de felicidade, não entende os seus erros e nem busca um pouco de reflexão para que possa entender os silêncios da vida e as respostas que serão encontradas mais adiante.

A amargura maior está na calmaria de respostas, pois é difícil compreender porque o céu que nos incomoda com raios e trovão não ativa pelos menos a mente de muitos que se satisfazem de desgraça alheia.

Mas, nada se perde por caminhos sem que haja de se cumprir as promessas que em ensinamentos básicos todos nós aprendemos, nada fica sem que se conserte a porta que se acha quebrada.

O rios de desesperos podem ser maiores que o próprio mar, mas não tem a humildade de compreender que os olhos de Deus continuam em vigilância total e a qualquer momento haverá de entregar o veredicto. Nada seria mais belo do que a visão de um mundo onde as descriminações se perdessem em precipício, a fome e sede fossem apenas de bola e todos num canto sem igual pudessem gozar de um mesmo sentimento de paz.

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