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Campina Grande - PB

Quase dois séculos de espera chegam ao fim

20/01/2017 às 11:57

Fonte: Da Redação

O ministro Helder Barbalho, da Integração Nacional, tem confirmado – na prática – a impressão que fui consolidando a respeito dele a cada nova audiência que me concedeu em Brasília:

É um brasileiro, nortista, profundamente comprometido com a missão de resgatar nosso povo da sofrida convivência com o drama cíclico da seca e do desabastecimento.

E o resultado – que só é possível conquistar quando operado por pessoas que conhecem de perto a extensão desse sofrimento – enfim será compartilhado com os paraibanos.

As águas da transposição já têm data para chegar: dia 28 de fevereiro testemunharemos, em Monteiro, esse dia histórico.

Sabemos que muitas mãos construíram essa realidade tão ansiada; esse enredo tão comprido. Mas é uma felicidade dobrada, como a gente costuma dizer por aqui, que um filho desta banda de cá do País esteja neste capítulo tão especial.

O Nordeste receberá a transposição das mãos de um filho do Norte e de um presidente que expressa o desejo de ser inesquecível para os nordestinos.

Certamente Helder Barbalho e Michel Temer estarão eternizados neste momento que aguardamos há quase dois séculos.

Foi precisamente em 1874 – ainda na regência de D. Pedro II – que o Brasil falou, pela primeira vez, na transposição de águas para libertar os sertões nordestinos desse eterno penar.

Tantas vezes aludida e tantas vezes descartada, a transposição enfim é uma realidade para ser celebrada.

E seremos a geração de privilegiados a testemunhar este instante – que estará completo, em toda sua plenitude, quando os canais do Eixo Norte também estiverem jorrando a água que abastecerá o Alto Sertão – onde pelo menos trinta municípios estão na iminência de um colapso total no abastecimento.

Não podemos esquecer, enquanto celebramos a recuperação dos estoques hídricos do Boqueirão, que quase um milhão de paraibanos seguirão em compasso de espera.

Sei – e dou meu testemunho sincero, de quem assiste muito de perto esse processo – que não falta vontade nem disposição do Governo Federal – em especial da parte do ministro da Integração.

Mas cada sertanejo vive situação de extrema urgência em relação ao final da transposição.

Por eles, e para eles, devemos continuar reunindo todas as nossas forças (e este é um papel cujo protagonismo deve ser assumido pelos nossos valorosos representantes da bancada federal) para que todo o conjunto da transposição seja finalizado.

Quem tem sede tem pressa.

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