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PV. Ter ou não ter

Roberto Hugo. Publicado em 26 de julho de 2017 às 11:03

Por Roberto Hugo (*)

O velho estádio Presidente Vargas continua sendo alvo da cobiça do setor imobiliário de Campina Grande. Seu valor histórico é imensurável, já seu valor de mercado – mesmo com a crise que assola nosso País, gira em torno de 30 milhões de reais.

O Treze, a exemplo de 90% dos clubes  do  futebol brasileiro, tem dívidas impagáveis. Alguns dirigentes do Galo afirmam de  que o débito  alcança a significativa cifra de  R$ 7 milhões. E pra quem fecha balanços anuais com déficit  que varia de R$ 500 mil a 800 mil, nunca vai pagar o que deve.

Essa “sofrência” financeira vem se arrastando sem perspectivas de solução. A cada ano, o estádio Presidente Vargas é ameaçado com  penhoras, sem falar de que boa parte do terreno já não pertence mais ao clube. Foi  entregue para atender demandas judiciais com devedores.

Do jeito que segue a carruagem, o Treze é candidato a  perder todo seu patrimônio. Quem conheceu o velho PV da época em que foi doado pelo estado, fica impressionado como encolheu.  E não vai parar por aí.

Se a diretoria do Treze vender o estádio, paga suas contas, constrói um centro de treinamento, e ainda sobra dinheiro para aplicar em fundos de investimento. Mas uma corrente da torcida é contra a venda, defendendo a bandeira da tradição.  Outra alega de que o PV não pode ser vendido porque é fruto de uma doação do estado.  Mas há  quem afirme que pode. Porque  parte do terreno já foi penhorado, logo pode ser negociado.

Enfim. A reflexão que fazemos aponta  pro  futuro. Mesmo com a venda do estádio, com os débitos quitados, com CT construído, com dinheiro em caixa, se a máquina alvinegra seguir  gastando mais do que arrecada  –  fruto de competições  deficitárias,  adicionando-se aí  a manutenção onerosa de um Centro de Treinamento, a médio prazo tudo voltará a ser como antes. Novas penhoras virão,  mudando apenas de endereço.

(*) Jornalista

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Roberto Hugo

* Comentarista esportivo.

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