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Por que sou torcedor do Campinense

Benedito Antonio Luciano. Publicado em 26 de maio de 2022 às 10:24

Ao iniciar este texto futebolístico, ocorreu-me a lembrança remota de uma partida que vi o Campinense jogar no antigo Estádio Municipal Plínio Lemos, localizado no Bairro de José Pinheiro, na Zona Leste de Campina Grande-PB, em 1964.

Naquela oportunidade, o Campinense goleou o Red Cross, equipe de João Pessoa-PB, pelo placar de 11 x 0. E a goleada só não foi maior, porque o técnico do Red Cross orientou seus jogadores a caírem em campo, fazendo com que o árbitro encerasse a partida antes do tempo previsto.

O ano de 1964, comemorativo do Centenário de Campina Grande, também foi marcante para o Campinense, pois ele se tornou pentacampeão paraibano, numa melhor de três partidas contra o seu maior rival: o Treze Futebol Clube. Essa trajetória foi registrada nas páginas do Diário da Borborema e num disco gravado pelo cantor e compositor Manezinho Silva.

Nesse disco constam duas músicas: “Rojão do Penta” e “Carnaval no Municipal”. Curiosamente, no selo do disco o nome do cantor intérprete foi grafado como Manuelzinho da Silva, ao invés de Manezinho Silva como ele era conhecido artisticamente, conforme pode ser visto na capa do “Long Play” intitulado “O coice da jumenta”, lançado em 1979.

Para que o leitor tenha uma ideia da trajetória vitoriosa percorrida pelo Campinense na conquista do pentacampeonato, seguem os versos da letra da música “Rojão do Penta”:

“Eu sou rubro-negro e não posso deixar,/Eu vi Campinense este ano abafar./Bis./Eu peguei o Galo, que tava com gôgo,/Dei no Guarabira,/Dei no Botafogo,/Dei no Red Cross,/Peguei União,/Nós tava disposto ao pentacampeão./Eu sou rubro-negro e não posso deixar,/Eu vi Campinense este ano abafar./Augusto, goleiro, tem boa visão,/Ivo e Zé Preto boa marcação,/Janca de half foi mesmo um leão,/Ticarlo e Tonho Zeca foi um paredão./Eu sou rubro-negro e não posso deixar,/Eu vi Campinense este ano abafar./Jogou com dez homens,/Fez bem o que quis,/Na ponta direita, jogou Zé Luís./Abelardo e Ruiter, Araponga e Cocó/No Municipal deu show de futebol./Eu sou rubro-negro e não posso deixar,/Eu vi Campinense este ano abafar./ Bis./Eu sou rubro-negro e não posso deixar,/Eu vi Campinense este ano abafar./Eu peguei o Galo, que tava com gôgo,/Dei no Guarabira,/Dei no Botafogo,/Dei no Red Cross,/Peguei União,/Nós tava disposto ao pentacampeão./Eu sou rubro-negro e não posso deixar,/Eu vi Campinense este ano abafar./Bis.//Foi muito futebol!/Pela ponta direita com Zé Luís/Pela ponta esquerda com Aberlado”.

No tocante à letra da música “Carnaval no Municipal”, lembro-me apenas dos dois primeiros versos: “A melhor de três no Municipal,/Depois do jogo foi grande o carnaval/…”.

Efetivamente, ao rememorar músicas alusivas às grandes conquistas da Raposa, não poderia esquecer o primeiro hino oficial do Campinense, gravado pelo cantor Geraldo Cavalcante, ex-morador da Rua Dom Pedro II, no Bairro da Bela Vista:

“Pelos campos do Brasil/A Raposa a correr/Vitórias, glórias mil/ Garra e raça, pra valer/ Bis//As cores da Paraíba/E a grande inspiração/Rubro-negro na camisa/Sangue, nervos e coração/Grande campeão paraibano/É o Campinense com razão/Títulos, troféus, ano após ano/Salve a Raposa, bicho papão//Tora vibrante, estremecida/E a charanga a tocar/ Entusiasmada, toda torcida/Seu clube a incentivar/Futebol é bola no barbante/Alegria das multidões/Vamos dar as mãos, Raposa avante!/Pra maratona dos campeões!/Pra maratona dos campeões!”.

O meu pai torcia pelo Campinense e a minha mãe pelo Treze. Talvez, influenciado por ele, desde criança me tornei torcedor da Raposa: único time do interior a conseguir o título de Campeão da Copa do Nordeste, feito ocorrido em 2013; hexacampeão paraibano, entre 1960 e 1965; e campeão paraibano invicto em 2022.

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Benedito Antonio Luciano

Professor doutor, titular do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

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