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Pix “2.0”

Alexandre Moura. Publicado em 24 de setembro de 2021 às 8:00

Desde o final do ano passado, o “Pix” (sistema de transferência de dinheiro implantado e gerenciado pelo BC – Banco Central do Brasil) faz parte da rotina de milhões de brasileiros, propiciando transferência de recursos e pagamentos “a qualquer momento e em qualquer hora do dia, incluindo finais de semana e feriados, de forma instantânea”.

Antes mesmo do lançamento do Pix, já havia um planejamento do BC na sua evolução ao longo dos meses seguintes, visando acrescentar novas funcionalidades e facilidades de uso, deixando a nova tecnologia ainda mais dinâmica.

A primeira funcionalidade disponibilizada foi o “Pix Copia e Cola”. Que facilita o pagamento pela leitura de “QR Code” enviado por quem vai receber o pagamento e/ou transferência do dinheiro, pois ele gera um link ou código, a partir do QR Code.

A segunda funcionalidade foi o “Pix Cobrança”, que é uma alternativa ao tradicional “boleto de cobrança bancária”. A facilidade é destinada a pessoas jurídicas e permite que qualquer empresa emita um QR Code, personalizado, para fazer cobranças automáticas ou com data futura para pagamento.

Pix “2.0” (II)

Em breve, o BC vai disponibilizar mais duas funções, que vão ter um impacto grande no uso do Pix e que eu denomino, extraoficialmente, de “Pix Versão 2.0” (ou “Pix 2.0”). As novidades vão poder ser utilizadas, já no final do próximo mês de novembro.

Denominadas de “Pix Saque” e “Pix Troco”, a primeira vai permitir ao usuário fazer um saque em dinheiro, em estabelecimentos comerciais (a exemplo de lojas, supermercados, padarias, farmácias e postos de gasolina – denominados pelo BC de “Agentes de Saques”) e até nas redes de “Caixas Eletrônicos” (os tradicionais ATMs) que disponibilizarem o serviço.

Para usar o Pix Saque “basta o cliente fazer um Pix para o Agente de Saque escolhido, em dinâmica similar a de um Pix normal, a partir da leitura de um QR Code mostrado ao cliente ou a partir do aplicativo do prestador do serviço”.

A outra função, o “Pix Troco”, é semelhante ao Pix Saque, “a diferença é que o saque de dinheiro acontece junto com a realização de uma compra no Agente de Saque, sendo o Pix feito pelo valor total (compra do produto ou serviço + o valor do troco que o usuário quer)”.

Pix “2.0” (III)

As duas novas funções do Pix vão impactar tremendamente as operações bancárias, pois adicionará “centenas de milhares” de pontos de atendimento por todo o Brasil, diminuindo assim (em tese) cada vez mais a necessidade do cliente ir a uma agência bancária, além de gerar uma nova fonte de receita para o comércio varejista que vai poder cobrar pelo serviço (a expectativa é que a taxa varie de 25 a 90 centavos de Real, por transação), além de atrair mais clientes, para o estabelecimento que oferecer o serviço.

Também, é um passo (grande) – juntamente com lançamento em médio prazo, do “Real Digital” já mencionado em uma coluna anterior – na direção da “eliminação futura” do “papel moeda”, tendência essa que é mundial.

O desenvolvimento do Pix não para por aí, o BC já planeja uma nova funcionalidade para breve. Trata-se do “Pix por aproximação” (semelhante à função existente nos cartões de credito) para realizar pagamentos, que segundo o BC, “vai deixar ainda mais rápidas as transações com a tecnologia”.

Pix “2.0” (IV)

O BC espera que a nova versão do Pix, tenha um impacto importante no modelo atual do SFN – Sistema Financeiro Nacional, visto que vai aumentar a concorrência, incentivar ainda mais à digitalização das operações financeiras e diminuir custos operacionais (é o que se espera), através dos milhares de novos pontos de atendimento, como mencionado no tópico acima.

Entretanto, é muito importante que o BC faça novos e contínuos investimentos, na “segurança cibernética do sistema Pix” como um todo.

Como estamos vendo nos últimos meses, as ameaças dos hackers são constantes e crescentes, e precisam ser levadas em conta e priorizadas, no planejamento de investimentos futuros. Tanto na atualização constante da tecnologia sendo utilizada para “defesa” do Pix, quanto nos procedimentos e protocolos operacionais de proteção.

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Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

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