Fechar

logo

Fechar

Percepções Cotidianas – A pandemia e o ser humano

Érico Feitosa. Publicado em 1 de maio de 2020 às 15:29

Nesse nosso primeiro contato gostaria de deixar claro que meu objetivo principal ao aceitar esse convite de escrever uma coluna é de poder levar ao leitor a um pensamento diferente dos que nos é apresentado constantemente, mais próximo de um ser humano normal.

Essa pandemia ao longo desse tempo (quase uma quarentena verdadeira = 40 dias), tem nos apresentado diversas situações e pontos de vista totalmente dispares e equivocadamente tendenciosos, refletindo o interesse e pensamento de uma minoria com imenso poder. O poder da comunicação, mesmo tendo a informação disponível literalmente ao alcance de nossas mãos, com intuitos e interesses bem claros pra mim. Senão vejamos; temos vários grupos de “pensadores” e técnicos explanando sobre um assunto que NINGUÉM realmente sabe muito, pois esse vírus é NOVO, e como tal requer um tempo para que a comunidade científica mundial possa aprender como ele funciona, quais as possíveis mutações que ele sofre, se estão ou não relacionadas com o clima, densidade populacional, hábitos de higiene, ou seja, temos diversas variáveis que ao longo do tempo (sem determinação) com certeza irão produzir uma vacina capaz de combater ou minimizar os efeitos dessa praga que nos pegou totalmente desprevenidos. Agora chegamos ao ponto que eu queria abordar. Como você está vendo tudo isso? Faz sentido pra você o que falei até agora? Se fizer realmente, pode continuar a leitura, caso contrário, obrigado pela paciência inicial de ler até aqui.

A partir daqui quero tecer algumas observações em relação ao ser humano, de uma maneira bem singela e talvez até simplória para alguns, mas que fazem sentido diante dessa situação: Como você está se sentindo frente a tudo isso? Sente como se o seu direito de ir e vir tenha sido tomado por assalto? Qual o maior problema do isolamento? Fiz apenas três perguntas, as quais poderia ter inúmeras respostas e ainda assim todas estariam CORRETAS, pois representam o seu pensamento e não a opinião de quem a escreve, seja QUEM for.

Até bem pouco tempo atrás estávamos em nossa ZONA DE CONFORTO, com acesso a INFORMAÇÃO, TECNOLOGIA, e ao nos depararmos com encontros coletivos (festas, reuniões e qualquer outro evento com mais pessoas) sempre de posse de NOSSO SMARTPHONE (o lançamento – de preferência) a nossa preocupação era sempre mostrar o quanto poderíamos progredir no trabalho e consequentemente impulsionados por esse sucesso era natural MOSTRAR para todos através de BENS MATERIAIS de alto valor agregado, pois assim estaríamos em EVIDÊNCIA. Porém, nesse exato momento em que temos nossa LIBERDADE temporariamente ROUBADA, será que irão fazer diferença realmente os bens acumulados até aqui? Nos esquecemos do OUTRO, e ao fazer isso nos esquecemos de NÓS MESMOS e do significado maior e mais profundo da palavra SOCIEDADE. Nos esquecemos de ser humanos…

Nos perdemos no caminho de ida e agora precisamos revisitar o passado para corrigir nossa rota, pois temos um obstáculo maior para transpor e não é esse vírus, ele vai passar. Precisamos nos reinventar enquanto seres humanos que somos. Claro que precisamos trabalhar, para poder viver com o mínimo de qualidade de vida possível, porém como fazer isso se a SOCIEDADE que conhecíamos há pouco tempo atrás não existirá mais? Não do jeito que era. O convite a reflexão que quero deixar para você que teve paciência de chegar até aqui é:   O que eu posso fazer de diferente? Como eu posso melhorar? Será que estou cuidando realmente do que importa? E essas respostas são suas e somente suas, seja qual for ela está certa, pois reflete a sua verdade. Então até o nosso próximo encontro.

Share this page to Telegram

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Mais colunas de Érico Feitosa
Érico Feitosa

Corretor de imóveis e empresário do setor há 22 anos. Formado em Administração de Empresas pela UEPB. Atualmente é presidente do SECOVI-PB (Sindicato Patronal que representa as imobiliárias, administradoras de condomínios e condomínios residenciais e comerciais do estado.)

[email protected]

Arquivo da Coluna

Arquivo 2018 Arquivo 2017 Arquivo 2016 Arquivo 2015

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube