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Parte II do artigo “Na TV Master, com Abelardo Jurema”

Mário Tourinho. Publicado em 24 de julho de 2022 às 10:35

Conforme prometido, estamos voltando a escrever sobre o “bate-papo” que tivemos no programa Vanguarda, da TV Master, coordenado e apresentado por Abelardo Jurema Filho. Naquele texto inicial, publicado no sábado 16 de julho corrente, mais nos referimos e reverenciamos ao pai do jornalista Abelardo Filho, isto pela significação e importância da participação dele, Abelardo Jurema (o pai), na vida política da Paraíba e do Brasil, especialmente como ministro da Justiça do Governo João Goulart e como líder da bancada do Governo JK na Câmara dos Deputados, quando muito contribuiu para a efetivação do projeto de construção/inauguração da nova Capital brasileira, Brasília.

E já que aqui, agora, referimo-nos à mudança da capital do Brasil (do Rio de Janeiro para Brasília, com sua inauguração em 1960), é pertinente dizer que este foi um dos assuntos da entrevista com Abelardo Jurema Filho, na TV Master, trazendo-o para a particularidade da Paraíba, porquanto ele, Abelardo, questionou-nos quanto ao porquê já de algum tempo defendermos que João Pessoa deixe de ser a capital paraibana e que a cidade de Taperoá seja a escolhida e instituída como sede do governo estadual!

Sobre este tema dissemos na entrevista, como já o fazemos desde quando atuávamos como auxiliar do então secretário da SEPLAN-PB, Geraldo Medeiros, na 2ª gestão do Governo Tarcísio Burity (1987/1991), que a real interiorização do desenvolvimento estadual só se alcançaria com a interiorização da capital, especialmente se a instalando bem no centro geográfico do estado, coincidindo, em nosso caso, com a cidade de Taperoá. Prova dessa lógica é o fato de que o Brasil só viu acontecer o desenvolvimento de seu Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) a partir de Brasília, cravada no centro do país!

Há mais um dado que aponta para essa lógica: – em 72% dos estados dos Estados Unidos da América as capitais são nos respectivos centros geográficos. Esta configuração de sede do governo no centro geográfico do estado favorece aos aspectos de equidistância dessa capital em relação às demais cidades desse mesmo estado e nela se instalam, como deve ocorrer, as respectivas sedes dos três Poderes, fato que, por si só, é um estimulador para a instalação de atividades de natureza econômico-social e educacional, afora a construção/ampliação da estrutura habitacional.

E em que a cidade de João Pessoa seria prejudicada?!… Ela, João Pessoa, hoje com seus estimados 820 mil habitantes dentro de um território que corresponde a 1/3 do território de Taperoá (que só tem uns 15 mil habitantes), tenderia a amenizar sua densidade demográfica em vez de já está estudando um novo Plano Diretor com estimativa para 1,5 milhão de habitantes!… O simples aumento populacional representa qualidade de vida?!… Ou a prejudica, porquanto se atualmente a cidade conta com cerca de 430 mil veículos automotores, ao atingir 1,5 milhão de habitantes, com quantos veículos estará (e praticamente com a mesma estrutura viária)?!…

Mais, bem mais, foi tratado na entrevista que concedemos na TV Master, no programa Vanguarda, de Abelardo Jurema Filho. Mas, o espaço para este artigo, nesta edição, já está praticamente todo ocupado. Portanto, cabe que proximamente escrevamos uma Parte III sobre este mesmo assunto.

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Mário Tourinho

Administrador, membro da Academia Paraibana de Ciência da Administração (APCA), ex-diretor institucional do Conselho Federal de Administração, ex-presidente do Conselho Regional de Administração, pós-graduado em planejamento operativo, diretor executivo do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de João Pessoa de 1993 a 2016.

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