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Palavras e vida!

Estevam Fernandes. Publicado em 19 de fevereiro de 2019 às 11:19

Poucas pessoas se dão conta do poder que têm as palavras. A verdadeira força daquilo que falamos ainda é ignorada pela maioria, por isso não percebemos a relação prática entre aquilo que pronunciamos e o modo como vivemos.

Palavras e qualidade de vida estão intrinsecamente relacionadas. Nossas palavras são sementes de esperança ou desespero, de fé ou incredulidade, de otimismo ou pessimismo, de vitória ou derrota, de vida ou morte.

Com profunda maestria, Jesus disse: O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca (Mateus 15.11) e que a boca fala do que está cheio o coração (Lucas 6.45). Coração aqui é a mente, o laboratório de nossas idéias, de nossos pensamentos e de nossos desejos, transformados em palavras.

Com base nisto, há três declarações que deveriam ser evitadas, pois, quando pronunciadas, estão semeando pessimismo e destruição.

A primeira declaração é “eu não consigo”. Há pessoas que dizem sempre não a tudo o que desejam. Por isso, nada obtém. Elas são sempre negativas e desistem de lutar diante de qualquer dificuldade. Tais pessoas vivem sempre a serviço do pessimismo. Nunca veem as possibilidades; enxergam somente obstáculos. Têm preguiça crônica e um vocabulário de derrotado. São semeadores de caos.

A segunda declaração é “está tudo perdido!” Nunca diga isso. Em nossa vida, a esperança jamais deve morrer. Deus é a força da nossa esperança. Dizer que tudo está perdido é assumir a derrota antes que a batalha termine. Lute sempre! Não desista, porque o dia de amanhã trará consigo um raio de esperança que se renova a cada manhã.

A terceira declaração é “eu quero morrer!” Nossa maior riqueza é a vida e, com ela, o amor e a presença das pessoas queridas ao nosso redor. Quem vive chamando a morte, vai aos poucos antecipando a sua própria destruição. O desejo de viver é uma força poderosa que ajuda a superar barreiras aparentemente intransponíveis.

E suma, nossas palavras devem ser sempre sementes de vida.  A vida e a morte podem estar na língua. Por isso, viver bem é aprender escolher o que falamos, semeando hoje, com palavras, a vida que colheremos amanhã.

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Estevam Fernandes

Sociólogo, filósofo e pastor da 1ª Igreja Batista de João Pessoa.

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