Fechar

Fechar

O Sujeito e a Sua Temporalidade!

Tibério César Pessoa. Publicado em 24 de janeiro de 2017.

Por: Tibério Cesar Pessoa*

A vida nos foi dada a bilhões de anos e o que fizemos com ela?

Um dia falamos sobre isto em nossas entranhas filosóficas!

Alguns dizem que ainda estamos em processo de conhecê-la de fato como ela é.

Outros dizem que o sujeito que construímos ao longo do tempo, este, não irá conhecê-la, salvo se mudar a direção do Ter para o Ser.

Alguns dizem que para seres primitivos como o humano, a vida parece ter um único propósito:

Ganhar tempo e sobreviver a este tempo!

Talvez sobreviver ao tempo seja um importante propósito de nossas células.

E talvez chegamos ao entendimento de que, o que faz de nós o que somos é ainda primitivo e precisa evoluir Espiritualmente e Cosmologicamente.

Então este sujeito, individual, único e soberano de si, parece-me pouco ou nada conseguir ao menos ver-se. E assim, certos termos como Trabalho, Produtividade e Temporalidade ainda de desfazem em medidas ignoradas, pouco notáveis e estranhosamente desconhecidas como elas de fato desejam o ser para nós, a humanidade.

O trabalho que em sua raiz original quer-nos dizer “esforço penoso” continua sendo isto mesmo: Um esforço e não uma alegria!

A produtividade que em sua raiz essencial leva-nos a meditar no que produzimos em nossas atividades, nos faz compreender, que produzimos pouco ao longo da atividade como de fato ela deveria significar.

A temporalidade assim procura o discernimento do tempo que se é vivido.

E ais ai a essência do que e do como pensar!

A disciplina no conhecimento do como “Departamentalizar” a vida equilibradamente nos faz sofrer com um sujeito que ainda está para ser encontrado para si mesmo e que ainda sofre com os desajustes que ele mesmo produziu para a vida que se deseja no Ser e não apenas no Ter.

O Ser e o Ter ao Longo da Temporalidade…

Ao longo desta “agonia epistemológica” somam-se os Transtornos do Ajustamento que procuram serem resolvidos ao longo do como e de quando acontecem, ao passo, dos Transtornos de Transição que num determinado tempo contexto leva-nos aos desafetos a um Estressor na vida social, familiar e profissional.

Gerando as chamadas dores da alma, o “ensismesmamento das coisas”, o estreitamento da vida afetiva e o esmagamento do eu, sujeito, indivíduo.

Conhecer e disciplinar este sujeito é mais que uma simples filosofia.

Trata-se de poder existir existencialmente num grande pleonasmo vicioso.

Consiste em poder dar tempo a si em meio às respostas e condutas daquilo que a máquina social nos obriga a vivenciar e poder distinguir com mais alegria esta vida como contundentemente ela precisa ser vivida:

Alegre, feliz, filosófica, ortoprática, pragmática, prosaica, momentânea e linda.

Sim, assim e por esta via: Pensando no ser e no tempo, iremos vencer a tortura e a agonia de estar num corpo físico com um psiquismo que não conhecemos, por simplesmente não vivenciá-lo em sua essência e em seu próprio âmago.

 

*PhD em Psicanálise

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Tibério César Pessoa

* PhD em Psicanálise.

falecom@fhc.com.br

Simple Share Buttons

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube