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Campina Grande - PB

O mundo

13/03/2017 às 8:58

Fonte: Da Redação

Por Rafael Holanda (*)

Enquanto houver miséria servindo de asfalto para capear a estrada da vida, enquanto as bolsas se tornarem moeda para o pobre; viveremos por caminhos de insegurança, onde a luz da vida será o fogo de uma arma.

Enquanto as lágrimas forem suficientes para junto a tantas formarem rios de dor, continuaremos a sofrer a tempestade forte da inoperância e cegueira dos poderes.

Já não encontramos a paz que se estendia aos nossos pés, como que um tapete para consolar as nossas tristezas, pois o inferno se instalou em nossos caminhos sob todas as formas.

A ganância se tornou maior que simples orações, e o céu modificou a sua forma de ouvir, dando como resposta os sofrimentos vestidos como falta de água, insegurança e fome.

As sepulturas são cavadas, a eterna tristeza declarada, o silencio da incerteza ronda de forma tal que já não sabemos por onde andar e quem confiar.

Antigamente tínhamos respeito ao mundo, aos pais, professores e os velhos; hoje, a desgraça da juventude se implantou e os filhos agridem pais e professores e ignoram a sabedoria dos idosos.

Haverá de chegar o tempo em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos.

As vozes do céu despertarão aos sons de trombetas, e os cânticos dos anjos serão repletos de alegrias, onde a miséria que se tornou lágrimas de sofrimentos jorrarão manjar celestial.

Os perdões de lábios e coração constituirão o cenário do cotidiano, e as mãos que sossegaram a tristezas se juntarão transformando em abraços de uma alegria sem igual.

Aos nossos olhos tudo se tornarão mais belo, e a lei do amor, este sol interior se condensa, e com isso extinguirá as misérias sociais, deixando que o rios da felicidade passe pela porta de todos.

(*) Médico

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