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O medo do desemprego

Arlindo Pereira de Almeida. Publicado em 15 de agosto de 2018 às 9:02

Um dos mais significativos problemas enfrentados pelo Brasil nos dias que correm, sem dúvida, é o desemprego. Não bastassem os outros!

Para uma população de 208,5 milhões de habitantes, temos aproximadamente 144 milhões em idade de trabalhar – pessoas com mais de 14 e até 69 anos. Com menos de 14 anos são 44,5 milhões e 20 milhões acima de 69 anos de idade, totalizando 64,5 milhões.

As pessoas na força de trabalho – as que têm capacidades físicas e intelectuais para os mais diversos processos produtivos – são 104,2 milhões, das quais 90,6 estão no mercado laboral. Os que procuram emprego somam 13,7 milhões. Da população em idade de trabalhar temos 63,92% trabalhando e 36,08% de desocupados.

Sobre este assunto, a Confederação Nacional da Indústria – CNI, vem realizando pesquisa a cada três meses, que antes se chamava de Termômetro da Sociedade Brasileira, hoje denominada de Indicador do Medo do Desemprego que é composto de dois indicadores: O Indicador de Medo do Desemprego (IMD), propriamente dito, e o Indicador de Satisfação com a Vida (ISV).

É um documento singular, por trazer o personagem mais importante para o centro da discussão. Afinal, estamos tratando de pessoas, o bem mais precioso da nação, que não pode ser relegada a mero componente estatístico como é comum no noticiário. A mera repetição mensal de números sobre a taxa de desemprego transforma o homem em animal irracional. Mas, como disse Geraldo Vandré:” gado a gente marca. Tange, ferra, engorda e mata. Mas com gente é diferente.”

Como tem sido tratado o cidadão? Aquele só lembrado na hora de votar? Ou usado como massa de manobra para satisfazer comportamentos pouco “republicanos”? Os ladrões do dinheiro público estão pesando em quem? E os nababos do serviço público estão olhando para além do seu próprio umbigo, a mamar cada vez mais nas mamas do erário?

Os índices elaborados pela CNI colhem a opinião dos brasileiros quanto à sua segurança no emprego e satisfação com a vida. Variam de Zero a 100. Quanto maior o IMD, maior é o medo do desemprego; quanto mais próximo de 100 o ISV maior a satisfação com a vida.

A pesquisa é realizada pela CNI e Ibope Inteligência, abrangendo a população residente em domicílios particulares permanentes em todas as regiões do Brasil. São ouvidos cerca de dois mil eleitores com 16 anos ou mais.

Quanto ao medo do desemprego são três perguntas: Está com muito medo, pouco medo ou não está com medo de ser afetado pelo desemprego?

Em relação à satisfação com a vida, quatro perguntas: Está muito satisfeito, satisfeito, insatisfeito ou muito insatisfeito?

Em junho/18, o índice de medo do desemprego atingiu 67,9 pontos, crescendo 4,2 em relação à pesquisa anterior, em março. Lembrando, quanto mais próximo de 100 pior.

Já o índice de satisfação com a vida sofreu uma queda de 2,7 pontos, passando de 67,5 em março para 64,8 em junho. Quanto mais próximo de 100, melhor.

Mas vamos dissecar a pesquisa por itens categorizados.

Paraíba Online • O medo do desemprego

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