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Campina Grande - PB

O exemplo de João

28/06/2017 às 8:00

Fonte: Da Redação

Por Dom Manoel Delson (*)

João Batista iniciou o seu ministério recolhido, rezando no deserto, alimentando-se de mel silvestre e de gafanhotos, vivendo uma vida de penitência, muito dura, para se libertar de toda a vaidade humana, de tudo aquilo que pudesse manchar o seu espírito. E assim ele pôde acolher plenamente a Palavra de Deus. João Batista iniciou a pregação da conversão e da penitência e muitos se converteram, multidões se converteram. E pediam a ele o batismo, e João batizava a todos nas águas do Rio Jordão. Era um batismo de mudança de vida, de preparar o coração, o espírito e a alma para a chegada do filho de Deus.

Muitos pensavam que João era o Messias. Imaginem leitores: ele era alguém que estava fazendo tudo bonito, tudo perfeito, com muita espiritualidade, muita sabedoria, e muita verdade, mas João sabia que ele era somente um servo de Deus, o instrumento do Senhor, a voz que gritou no deserto, que preparou o caminho do Senhor.

Quando João encontrou Jesus às margens do Rio Jordão e Jesus o pediu para que ele o batizasse, João disse: “Mas Senhor, não sou eu quem devia lhe batizar”. Mas Jesus insistiu e João o batizou, para dar importância ao batismo como o início da vida em Deus, a recepção do Espírito Santo. João batizava nas águas e Jesus iniciou o seu ministério batizado no Espírito Santo porque o Espírito desceu sobre ele e aí, daquele momento em diante, o batismo tornou-se o batismo do Espírito Santo.

Mas João não terminou aí o seu ministério. Ele continuou pregando e como profeta seguiu anunciando a verdade, até que foi preso porque ele não tinha medo dos poderosos. Ele deu a vida por causa da verdade que defendia – a verdade moral. Herodes tinha tomado a mulher do seu irmão. Como ele era poderoso, ele achava que podia fazer isso. E João foi e disse: “Olha Herodes: você não pode fazer isso não – tomar a esposa do seu irmão. Isso é injustiça. É pecado. Ofende a Deus”. E por isso ele foi preso. Até que Herodias, a mulher, que ele tinha tomado do seu irmão, fez uma armação, conseguindo que Herodes ordenasse que João fosse decapitado.

João pulou de alegria no encontro das mães Maria e Isabel, já anunciando no ventre da sua mãe a chegada do filho de Deus, e João também anunciou a morte de Jesus Cristo com a sua própria morte. Como o Filho de Deus daria a própria vida para salvar a humanidade, João deu a vida. Sua cabeça foi decapitada por causa da verdade do bem, da justiça, da moral, da decência, do respeito aos valores. Então nós aprendemos muito com João Batista.

(*) Arcebispo Metropolitano da Paraíba

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