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O céu com testemunha

Rafael Holanda. Publicado em 30 de outubro de 2017 às 7:41

Por Rafael Holanda (*)

Deus que criou esta obra tamanha que não foge aos nossos olhos, que fez de forma amorosa todas as coisas, e deu o homem o poder de compreender a arte de transmitir aos seus que a caridade sossega a dor e a luz aquece a vida.

Que a vida apesar das suas intensas dificuldades, que apesar das desigualdades que nos tornam tão impotentes, mas permitem que os caminhos por onde andamos necessitem de intensa luz capaz de nos levar até onde desejamos chegar.

Apesar de nos mostrarmos tão descrentes, quando enfrentamos pequenos deslizes, ainda há uma força maior que nos impulsiona em direção dos segredos e da verdade que são tão transparentes aos nossos olhos.

Muitas das vezes fingimos que não escutamos e que não enxergamos a perfeição maior que é o nosso corpo, às vezes procuramos ocultar a inferioridade das nossas faculdades, para não compreender a natureza intima de Deus.

O homem carregado de suas imperfeições, tenta a todo custo destituir a intimidade do seu corpo, ferindo de forma mortal o seu espírito, diante das armas que o mundo de forma gratuita lhe entrega as mãos.

Não podemos viver uma vida sem antes de tudo procurar buscar a forma maior de entrar em consonância com Deus, pois a sensação só será atingida, quando as palavras partirem com a força da fé e da pura verdade.

Quando não buscamos vivenciar alguma coisa terminamos por não produzir coisa nenhuma, quando tentamos chegar ao que não compreendemos, nos curvamos num caminho sem término e voltamos ao ponto sem começo.

A nossa missão tem suas razões de ser e para isso necessitamos antes de tudo de amar uns aos outros como principio básico, e nos instruirmos da singular propriedade que viemos para cumprir a nossa virtude de servir.

Na vida nós não devemos falar de felicidade sem antes de tudo falar sobre sofrimentos que temos que passar para que possamos ascender, pois ficaria extremamente difícil descrever uma rosa sem mostrar os seus espinhos.

Procuramos seguir pelo mau caminho e diante disso carregamos as cruzes humildes e vulgares com a repugnância, por acharmos que aos olhos da vida tudo tem sua razão de ser, ao invés de marcharmos de encontro à beleza da paz universal.

O dono do ontem e hoje não aceita que possamos viver numa roda sem prumo, não aceita que possamos viver num mar revolto e nas tormentas de um rio que corre sem orientação para chegar ao seu final.

Ele aceita sim, que possamos manter sereno nos desprezos, esquecimentos e indiferenças, nas trilhas que abrimos para trazer de volta ao lar quem se perdeu, na sublime arte de saber perdoar quantas vezes forem necessárias.

Se não fores capaz de exercitar estas pequenas coisas que nos tornam tão grandes, se não fores capaz de sentires verdadeiramente feliz no anonimato, não serás capaz de levar adiante os sentimentos de amor, palavras e atos.

(*) Médico

 

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Rafael Holanda

* Médico.

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