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O Absurdo do Outro

Tibério César Pessoa. Publicado em 24 de agosto de 2017.

Foto: Ascom

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“Mas, isto é absurdo?!”

Quando esta frase sai de nós, percorre o ambiente e ressoa no outro, na vida do outro e nas atitudes do outros, ela é bem mais atraente e justificável; por que afinal se afasta de nós! Toma uma direção que não nos toma como referência e atinge o outro por vezes injustamente: Isto é um absurdo! Um absurdo do outro!

Vamos a nossa coluna que agora procura meditar e refletir naquilo que nos sustenta enquanto seres humanos mais viáveis, sustentáveis e justificáveis.

Estamos falando assim de tentar adentrar em nós mesmos para julgar ou tecer um comentário louvável, para tentar ter e obter um juízo maduro e refinado.

Falamos outro dia que devemos trafegar nossos entendimentos numa travessa de meditações que envolva profundamente o meu eu, o eu do outro e os “eus” sociais, na expectativa ortoprática e ortodinâmica de um mundo mais altruísta, sem a mentira da atrição de nossos pecados!

Humberto Gessiger escreve: “É fácil ver o absurdo na vida dos outros. Na nossa, tudo sempre parece normal e justificável. Somos bem mais generosos com nossa subjetividade do que com a dos outros”.

A psicanálise vem à tona numa tentativa de emergir nossos sentimentos mais profundos, nossa meditação e nossos sentimentos! Afinal estamos em tempos difíceis; os tempos humanos são sempre recheados de dificuldades. Nosso tempo social de violência, prepotência, arrogância, maus tratos, intolerância, empáfia e por fim solidão! Sim solidão!

Afinal quando tentamos a todo o momento emitir a frase: Isto é um absurdo! No outro! E esquecemos também de meditar em cada absurdo que cometemos estamos percorrendo uma estrada perigosa e ingrata. Estamos num momento de engodo sem tamanho e numa trajetória psíquica de muita solidão e dor!

De que devemos fugir? Do mau! E a solidão é muito ruim! É mau e é ingrata!
Dizia outro poeta: “A solidão é fera e a solidão devora, é amiga das horas, prima irmã do tempo, e paz nossos relógios caminharem lentos, causando um descompasso no meu coração; Solidão!”.

O perigo do absurdo estar sempre no outro é justamente este: Eu me esquecer de mim mesmo! Esquecer que preciso do outro para ser feliz também!

Somos seres ímpares no meio de uma pluralidade de pensamento e entendimentos!
Ímpares em essência e plurais em humanidades!

O absurdo da solidão é encurtar o caminho a não felicidade; é encurtar o caminho a dor… E adentrar na desnecessidade de sofrimento psíquico!

Sim vamos viver atentando a vida; observando a vida e propondo uma vida melhor, sentimentalmente e psiquicamente! Em conflitos e ajustes! Em vida harmônica meus queridos! Afinal ser ímpar requer inclusive que se tenha uma pluralidade.

Façamos um espelho de nossas observações e uma profunda reflexão espiritual de nossa psique, para assim amadurecermos sem pecado algum e sem atrição alguma, o absurdo que é não entender ou compreender o enigma do outro!

E que tudo coopere para uma sociedade mais feliz e inegavelmente comprometida com a compreensão do outro e de mim mesmo, para cada um mesmo!

Tibério Cesar Pessoa PhD em Psicanálise

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Tibério César Pessoa

* PhD em Psicanálise.

falecom@fhc.com.br

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