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Novos olhares

Estevam Fernandes. Publicado em 31 de dezembro de 2018 às 13:40

Algumas pessoas não sabem lidar bem com o seu passado. Não conseguem fixar os olhos na direção de um novo horizonte. São voltadas para o poente. Nunca se libertaram do tempo que passou. Têm um vocabulário de lamentos, possuem uma mente nostálgica e são dominadas por um profundo sentimento de frustração, o que lhes mantêm acorrentadas a lembranças mal resolvidas. Não se movem na direção do amanhã.

Ocorre que a vida nos impõe novos olhares, sempre voltados para o nascente, onde o sol se expõe e nos ilumina. O passado tem o seu valor, sobretudo quando olhamos para trás com gratidão e reflexão. Erramos sim, e daí? Quem não erra nesta vida? Todavia, ninguém pode ficar acorrentado a um passado que deve ser superado, embora nunca de todo esquecido. Os espaços físicos que preservam o passado, em suas várias expressões, são os museus. A alma humana alimenta-se de esperança e não de lamentos.

Hoje é um novo tempo. É o momento da construção de uma ponte entre o que foi possível ser feito e o que não conseguimos fazer. Onde não chegamos e aonde pudemos chegar. Assim é a vida, um eterno movimento. O presente é o nosso chão de cada dia; o futuro, nossa terra prometida. A realidade não se desgruda de nós um só instante.

Contudo, apesar dos pés no chão, às vezes, precisamos voar. Não de volta ao passado, mas bem alto, rumo ao futuro, para contemplarmos novas paisagens, conhecermos novos céus. Precisamos alçar vôos nas asas da esperança, ao encontro daquilo que tanto sonhamos. A vida deve ser nutrida pelo desejo de desbravar e conquistar.

Sepultar o passado faz bem à alma, e ao corpo também. É assim que Deus lida conosco: toma-nos em seus braços e nos transporta para perto de Si, sem que percamos nossa humanidade. Em Cristo Deus nos faz novas criaturas, agora vivendo sob a benção do totalmente novo. O que passou, passou! Tempos idos, tempos findos! É uma página virada em nossa história!

Se as mudanças não ocorrem dentro de nós, um ano a mais ou a menos não fará muita diferença. O relógio da alma tem um compasso diferente. Ele bate no ritmo das emoções, dos sentimentos, dos sonhos e das esperanças. Aliás, muda o calendário e a vida continua de esperança em esperança. Sempre! Hoje é um novo tempo. Outro calendário. Um novo “cronos”. FELIZ 2019!

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Estevam Fernandes

Sociólogo, filósofo e pastor da 1ª Igreja Batista de João Pessoa.

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