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Novas jogadas

Alexandre Moura. Publicado em 9 de fevereiro de 2018 às 8:49

Por Alexandre J. Beltrão Moura (*)

Dia a dia a “guerra” em nível global, entre as lojas físicas e as virtuais ganham novos contornos. Recentemente, as duas maiores empresas mundiais do segmento de comércio eletrônico (e-commerce), a chinesa Alibaba e a americana Amazon, fizeram novas jogadas neste complicado xadrez comercial e econômico.

Ambas iniciaram um movimento de forte investimento em lojas físicas visando atender também, o chamado consumidor analógico (aquele consumidor que ainda, não “se converteu” as compras via e-commerce).

A Amazon, por exemplo, comprou no final do ano passado, a rede varejista americana de alimentos, Whole Foods, por cerca de 14 bilhões de dólares e abriu 13 “livrarias físicas” em várias cidades dos Estados Unidos, além de inaugurar a primeira loja “Amazon Go” (anteriormente comentada neste espaço). Em uma demonstração clara, que está se posicionando na forma tradicional de comercialização.

Já a Alibaba, ao longo de 2017, abriu dezenas de pequenas lojas físicas em várias partes da China e “pretende fazer, até o final do ano, parcerias com 600 mil lojas do país”, segundo informou um alto executivo da gigante chinesa.

Ou seja, o comércio tradicional ainda tem fôlego e espaço para inovações.

Zara

Ainda sobre este tema e do outro lado da moeda, a rede internacional de lojas de roupas, Zara, está investimento na “digitalização” de suas lojas físicas. Recentemente, foi inaugurada no centro comercial Westfield Stratford, em Londres, Inglaterra, uma loja da marca totalmente automatizada, inclusive com robôs operando o estoque e repondo as mercadorias nas prateleiras e contando até, com “espelhos inteligentes”.

Os espelhos “possuem um sistema de sugestão de produtos de acordo com a imagem do cliente e suas superfícies são espécies de telas repletas de informações (como preço, cores disponíveis, tamanhos, etc) que auxiliam na escolha dos itens a venda”.

Por enquanto, os vendedores não foram dispensados, pois estão presentes para tirar dúvidas dos clientes no uso dos recursos tecnológicos da loja.

“Lei do SAC” e o e-commerce

Com o crescimento acelerado do comercio eletrônico no Brasil, o governo federal incluiu na minuta do novo decreto do “SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) – norma que define as regras para o atendimento ao cliente e que é voltado às empresas dos setores regulados, tais como companhias aéreas, setor financeiro, telecomunicações e energia elétrica” – um capitulo especifico sobre o e-commerce. Inclusive, esta é a principal mudança em relação ao texto atualmente em vigor.

Pela proposta do governo, o comercio eletrônico deve seguir as regras estabelecidas no decreto, da mesma forma que os setores regulados mencionados acima.

Dentre as obrigações que as “lojas virtuais” vão ter de seguir (após a aprovação do texto final), será a emissão de “um relatório trimestral para a SENACON (Secretaria Nacional do Consumidor, órgão ligado ao Ministério da Justiça) com os seguintes dados: número de vendas realizadas, número de reclamações no SAC, o motivo da reclamação, o encaminhamento da solução, o número de consumidores que exerceram o direito de arrependimento, o tempo médio de resposta e o grau de satisfação do consumidor”.

Nos próximos meses, o texto proposto será discutido com consumidores e empresas, antes de efetivamente se tornar lei.

R$ 74 bilhões

Este é o valor que em 2017, segundo o estudo “Norton Cyber Security Report”, os crimes cibernéticos (cometidos usando a Internet) causaram de prejuízos ao Brasil.

Segundo o documento, no ano passado, “ameaças à segurança de redes de computadores geraram milhões de reais em perdas para grandes empresas, que tiveram dados sigilosos acessados por hackers”.

Para os analistas, o Brasil “é o segundo país que mais perdeu financeiramente com esse tipo de fraude, ficando atrás apenas da China”.

Em 2017, segundo os dados levantados pelo estudo, cerca de 62 milhões de brasileiros foram vítimas de cibercrime, o que representa 61% da população adulta conectada do país. Número assustador!

(*) Engenheiro Eletrônico

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba.

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