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Nova coluna de Roberto Cavalcanti: Um sonho brasileiro

Roberto Cavalcanti. Publicado em 5 de julho de 2019 às 22:04

Por Roberto Cavalcanti

Acredito que todos sonhamos com um País economicamente pujante, à exceção daqueles que, por questões de mediocridade ideológica, são do time do quanto pior melhor, principalmente no momento atual.

Aprofundo-me na análise das reais causas pelas quais não apresentamos números pelo menos razoáveis no nosso crescimento. Segundo o IBC-BR (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), em 12 meses, até abril, nosso Brasil cresceu apenas 0,72%.

Os dados, disponíveis junto ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e Ministério da Economia, constatam essa nossa paralisia.

Acredito que seria possível termos outros números para apresentarmos ao mundo e ao próprio Brasil. Como uma combinação de fatores poderia proporcionar ao nosso País um invejável crescimento, por exemplo, de 2,50%, no mesmo período?

Que tal se tivéssemos um aumento significativo na produção industrial e nas exportações?

Já imaginou o bom resultado que poderíamos alcançar se nosso mercado de trabalho contasse com uma parcela maior de trabalhadores formalizados e taxas de desemprego mais baixas, o que permitiria um colchão mais firme para o consumo?

Como estaríamos economicamente se a produção da nossa indústria, no acumulado de janeiro a abril, registrasse crescimento de 5,3% ante o mesmo período em 2018, e não -2,7%, como na verdade foi o nosso resultado neste 2019?

E se tivéssemos em alguns setores, como o da metalurgia, um crescimento de 4%  e não -0,8%, como o real; produtos de metal com 12,2% contra 5,3%; em máquina e equipamentos, 14,5%, ante 1,6% que foi nosso resultado; máquinas, aparelhos e material elétrico, 8,5% e não -1%?

Seria um sonho termos um crescimento da massa de renda do trabalho no primeiro trimestre de 2019 de 5,4% em termos reais sobre o mesmo período do ano passado, diante dos 3,3% da média nacional brasileira.

Será que o nosso País não poderia ter melhor aproveitado o câmbio mais desvalorizado para agigantar as suas exportações? Nesse nosso sofrido Brasil, que teve de janeiro a abril um estoque de empregos de apenas 0,82%, poderíamos sonhar com um País cujo estoque fosse positivo em 2,49%?

Nesse País dos nossos sonhos, foi possível um crescimento na arrecadação de tributos federais de 11,4% em termos correntes, de janeiro a abril, sobre o mesmo período do ano passado, quando no País real só tivemos 5,5%, segundo dados da Receita Federal.

A título de informação, essas duas economias estão ambas na expectativa da elaboração de uma reforma tributária considerada uma das medidas mais importantes para destravar a produção e o consumo do País.

Só mais uma pista para poder melhor comparar a nossa realidade com essa economia dos nossos sonhos: ambas também aguardam as suas reformas da Previdência.

Essa economia sonhada não está no mundo irreal. É a mais pura realidade, mesmo inserida em um contexto nacional de pessimismo e de más notícias. Ela é parte do Brasil que não se deixa contaminar com o negativismo. Sabe que a geração de emprego e renda se dá com o fortalecimento do empreendedorismo privado, com a economia de mercado e livre iniciativa.

Esse País dos nossos sonhos nada mais é que a economia da região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), inserida nesse nosso Brasil difícil.

São dois Brasis e não estou ‘nordestinamente’ falando. Quando comparei as economias, de um lado evidenciei os números obtidos pelos três estados em comparação aos apresentados pelo conjunto do Brasil, aí incluídas todas as outras regiões.

Está provado: falta muito pouco para alavancarmos esse nosso gigante Brasil. O exemplo está aqui, ao nosso lado.

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Empresário e diretor da CNI.

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