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Coluna de Alexandre Moura: Notre Dame

Alexandre Moura. Publicado em 26 de abril de 2019 às 11:03

O incêndio da Catedral de Notre Dame, em Paris, chocou o mundo e foi um duro golpe em um ícone da arquitetura mundial. A reconstrução deve começar em breve e segundo uma matéria publicada na revista de tecnologia “Wired” (www.wired.com), vai utilizar o resultado de um trabalho realizado em 2015.

Naquele ano, Andrew Tallon, especialista em historia da arte já falecido, teve a ideia de “digitalizar (através de escaneamento utilizando tecnologia de lasers) de toda a catedral (interior e exterior) mais famosa da França”.

A partir dessa digitalização foi possível construir uma “maquete tridimensional da Notre Dame” extremamente detalhada e precisa que servirá de modelo para a reconstrução, nos mínimos detalhes, do que foi destruído pelo fogo.

“Martech”

De forma semelhante ao termo “Fintech”, formado pela união das palavras em inglês financial (financeiro) e technology (tecnologia) e que designa Startups que trabalham para inovar serviços ligados ao  sistema financeiro, o termo “Martech” surgiu da união das palavras “marketing” e technology e de forma também análoga, refere-se a Startups que “aliam a tecnologia com o marketing” e são focadas em serviços de marketing digital.

Ou seja, é o “novo modelo” das Agências de Publicidade e que estão impactando a forma como as campanhas publicitárias são feitas nos dias de hoje, em sua esmagadora maioria realizadas via redes sociais e anúncios em sites da Internet (o marketing digital).

Hoje as campanhas publicitárias são baseadas em milhões de dados (informações) providos pelos consumidores, a chamada “inteligência de mercado e experiência do consumidor digital”.

Não basta ter uma ótima ideia para um “slogan” de campanha publicitária, o profissional de marketing dos dias atuais precisa entender e usar tecnologia, para, por exemplo, “tirar” o máximo de resultado das redes sociais.

E mais, as Martechs não estão concorrendo somente entre si, empresas como Google e Facebook, por exemplo, disponibilizam serviços de marketing digital e tem com este tipo de serviço a maior parte de seu faturamento.

Com custo

Parece até perseguição. A União Europeia, através da nova legislação de direito autoral recentemente aprovada, vai obrigar o Facebook e o Google “pagar por conteúdo publicado em suas plataformas”. Lembrando que, as duas empresas são alvo de processos com base na também recente, legislação europeia de proteção de dados pessoais.

O objetivo desta nova “Lei de Direitos Autorais”, segundo informou a presidência da Comissão Europeia, “é garantir remuneração adequada aos criadores de conteúdo (texto, imagem e vídeo), direitos para usuários e responsabilidades para as empresas”.

Um ponto que gerou e vai continuar gerando muita polemica, é a parte da lei que determina “responsabilidade das empresas pela violação de direitos autorais (referentes a vídeos, imagens e áudios utilizados em memes, por exemplo) em mensagens que circulem no Facebook, Google, Instagram, etc” e que podem gerar demandas judiciais.

A única boa notícia para as empresas é que a lei vai valer só a partir de 2021.

Europa e Dados Violados

Ainda com o tema “Europa”, o escritório de advocacia sediado na Inglaterra, “DLA Piper” especializado em “direito digital”, fez um levantamento sobre “o número de violações de dados nos países que compõem a União Europeia”, mostrando o impacto da nova GDPR (Lei De Proteção de Dados Europeia), no período compreendido entre o dia 25 de maio de 2018 (data de inicio da nova versão da lei) até o final do mês de janeiro passado.

Pelo relatório, denominado de “GDPR Data Breach Survey: February 2019” (GDPR Pesquisa de Violação de Dados: Fevereiro 2019), no período estudado foram “recebidas 59.430 notificações de violações de dados, referentes principalmente a vazamento de informações pessoais, endereçamento errado de e-mails e falhas de segurança de provedores de Internet”.

Deste total, segundo ainda o relatório, foram “aplicadas punições em 91 casos”, sendo a maior multa aplicada, no valor de 50 milhões de Euros por autoridades francesas, ao Google, devido ao “tratamento sem autorização de dados para fins publicitários”.

A maior parte das notificações teve origem na Holanda, Alemanha e Reino Unido. Só lembrando que uma legislação semelhante à europeia, foi aprovada no Brasil e entra em vigor em agosto do ano que vem.

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba.

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