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Nômades Digitais

Alexandre Moura. Publicado em 17 de setembro de 2021 às 8:04

A pandemia como estamos acompanhando desde o ano passado, tem impactado e transformado, vários aspectos do ambiente econômico e de trabalho, em nível mundial.

O home office (“escritório em casa”, ou no popular: “trabalho remoto”) virou uma necessidade do mundo corporativo, visando manter as empresas funcionando (devido as restrições sanitárias) e que em alguns casos, vai se tornar definitivo (pelo menos para parte dos executivos e funcionários).

Assim, muitos profissionais estão aderindo a “nova mania”, diretamente derivada do home office (mesmo que já existisse antes da pandemia), trata-se dos denominados “Nômades Digitais”.

Por definição, um “nômade é a pessoa que não tem habitação fixa e que muda de lugar constantemente”. Um “nômade digital” é definido então, como “profissional que trabalha remotamente, sem a necessidade de estar em um local fixo, seja ele uma cidade, região e até um país”.

Nômades Digitais (II)

Visando atrair este “público” e desta forma, fazer crescer e às vezes até recuperar, a economia local, algumas cidades (e até países) criaram programas específicos para os nômades digitais, segmento que tem tipo crescimento vertiginoso desde meados do ano passado e que continuou em 2021.

Os profissionais que mais se enquadram – só para citar alguns – nessa “classe” são os ligados ao marketing digital, redação, design, TI (Tecnologia da Informação), gestão de investimentos e arquitetura.

O atendimento de clientes à distância, tem sido facilitado pelo uso de tecnologias (Internet 5G, vídeo conferencia e aplicativos de mensagens instantâneas, por exemplo).

Algumas localidades como escrevi acima, investiram em programas para facilitar a recepção dos nômades digitais, a exemplo de Curaçao (ilha no Caribe), Dubai (a maior cidade dos Emirados Árabes) e a Ilha da Madeira (pertencente a Portugal e que fica localizada no oceano Atlântico).

A Ilha da Madeira criou inclusive, um hub com diversas facilidades (incluindo Internet de alta velocidade e acomodações) para atração de profissionais de várias partes do mundo que estão ajudando a “turbinar” a economia local.

Esse é um caminho interessante e vale a pena ser explorado.

“Conectando” Lojistas ao Marketplace

Como já escrevi neste espaço por diversas vezes, o e-commerce (comércio eletrônico) tem crescido rapidamente nos últimos anos, em nível mundial, tendo a pandemia acelerado o processo e “forçado” as empresas varejistas a aderir cada vez mais, a essa modalidade de negócio como forma de continuar no mercado.

Muitos marketplaces foram criados nos últimos meses e outras demandas surgiram a partir dessa nova realidade.

Uma delas é como “conectar” as lojas físicas a um marketplace, para que as vendas sejam maximizadas (tanto na forma “física” quanto na “digital”) e as entregas aconteçam de forma rápida e segura, gerando satisfação no consumidor?

Focadas em responder a essa questão, duas Startups desenvolveram soluções interessantes.

A “Hubsell” especializou-se em soluções para facilitar a “conexão dos lojistas a plataformas de comércio eletrônico e marketplaces” (a empresa funciona como um  hub de integração entre o lojista e os marketplaces e plataformas de e-commerce)  e a “Box Delivery” Startup “de logística focada na última milha das entregas ao consumidor”, ficando responsável por todos os procedimentos de captação e entrega dos produtos comprados, dentro do prazo estipulado.

Selecionadas pelo “Projeto IA² MCTI”

O MCTI – Ministério da Ciência Tecnologia e Inovações divulgou recentemente, o resultado do edital de seleção de empresas âncora do “Projeto IA² MCTI”.

O Projeto tem o objetivo de promover a “aceleração tecnológica em IA (Inteligência Artificial) visando aumentar a competitividade brasileira por meio da inovação aberta”.

Foram priorizadas quatro áreas temáticas: Saúde, Agronegócio, Cidades Inteligentes e Indústria. Para o processo de seleção foram recebidas pelo MCTI, cerca de “700 inscrições de Startups e 42 de empresas de todas as regiões do Brasil”.

Na primeira fase foram selecionadas 100 propostas de Startups para a pré-aceleração e em seguida, “o grupo foi reduzido para 31 empresas que já estão desenvolvendo seus projetos em IA”.

Agora começa a fase final que é a denominada “Fase de Mercado” onde as 31 Startups estarão “ligadas” as 15 empresas Âncora selecionadas pelo Projeto IA² MCTI: Natura, Brasilseg, Grupo Energisa, MRS Logística, Whirlpool, NeoEnergia, ReciclaBR, Pamplona, Treetech, Ceva, MedSenior, Ciasc, Cipatex, EBSERH e Lojas EdMil.

Os investimentos no projeto giram em torno de R$ 5 milhões.

Mais informações no endereço: https://softex.br/iamcti/

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

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