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Noaldo Ribeiro: Biliu de Campina II – a missão

Noaldo Ribeiro. Publicado em 18 de novembro de 2019 às 9:54

Paraíba Online • Noaldo Ribeiro: Biliu de Campina II – a missão

De repente a música de Biliu de Campina tocou na BBC de Londres. Taney Farias, ao visitar a festejada cidade Londrina levou um CD do forrozeiro, o presenteou para um amigo locutor da famosa emissora inglesa, dando início à primeira investida além-fronteiras do “Dinossauro do Forró”.    

Tempos depois mostrou seu forró “pé e cabeça de serra” no Rockfeller Center, em Nova Iorque e brindou, igualmente, públicos europeus, tendo se apresentado no Europália, consagrado festival realizado em Bruxelas. 

Apesar da proeza desse sexagenário mal humorado (quando está liso), faltava-lhe inserir-se no mercado nacional. Mais que isto, faltava-lhe vencer a sua própria resistência de misturar a sua estética, de interagir com artistas de outras vertentes, de misturar o ronco do fole com a estridência das guitarras – coisa que, timidamente, fazia com o guitarrista Alex Madureira no Encontro da Nova Consciência e nos festivais de Recife.

Dessa vez, porém, foi mais arrojado, demonstrando, acho eu, que aprendeu a não desperdiçar alvissareiras oportunidades a exemplo de quando rejeitou fazer parceria com Gabriel, o Pensador num prestigiado festival no Rio de Janeiro. Também, mas nesse episódio foi por falta de patrocínio, deixou de cantar numa festa promovida pelo famoso bloco carioca “Simpatia é Quase Amor” que arrasta, no carnaval, aproximadamente meio milhão de foliões.

Agora foi diferente. Aceitou com gosto participar em caráter especial de um show de Zeca Baleiro, em Belo Horizonte. Pelo jeito agradou a gregos, troianos e baianos, dando sinais de que aderiu ao universo da Web 2.0.  

Prova disso são os diálogos a seguir: “Zbaleiro delícia de noite no @roostckbrasil em BH. Viva o forró, vida longa ao festival. Canja super especial de marianaaydar e @biliudecampinaoficial”. Biliu – estranhamente civilizado – retribuiu o afago do cantor e compositor maranhense: [email protected] Se já vi melhor não me lembro ‘Canta o poeta na vida, a vida de quem não canta’. Abraç[email protected] e marianaaydar. Fechando a troca de mimos, Zeca sentenciou: “@biliudecampinaoficial Grande honra, amigo. Vc, sim, é um mito! Abraço!.

Neste caso poucas palavras valem mais que mil imagens. O caminho está aberto para o ranzinza senhor de cabelos e barba branca, nascido em Paus Brancos, Campina Grande, PB.   

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