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As cores da cidade

Noaldo Ribeiro. Publicado em 26 de setembro de 2021 às 22:01

A pichação nas grandes e médias cidades já se tornou um fato corriqueiro. Campina Grande – não podia ser diferente – se insere nesse rol. É comum observar residências, prédios, inclusive com status de patrimônio histórico, completamente pichados.

Quando não, pequenos espaços vazios, normalmente nos rincões periféricos, são usados como depósitos de lixo, causando efeitos desagradáveis, proliferando insetos, muitos deles, causadores de doenças epidêmicas.

De forma simplista, pelo menos uma hipótese pode ser aventada para explicar esse triste fenômeno: não há nenhum um elo entre as pessoas e seu entorno. Não há, no final das contas, um sentimento de pertença da população pela sua cidade.

Uma segunda visão para entender este evento é o próprio desenho dos laços sociais que reflete certa segregação dos extratos que compõem a sociedade, nítida e reconhecidamente, lastreada pela desigualdade, pela ausência de interação social, além da ausência do poder público.

Na busca de mudar essa rota, no mínimo perversa, a Prefeitura Municipal de Campina Grande, numa ação transversal, sob o comando da Secretaria de Planejamento lançou, último dia 20, o projeto “Colorindo Campina”.

O plano-piloto, mas com pretensão de ser replicado em várias áreas da cidade, foi iniciado na comunidade Rosa Mística. Suas escadarias estão sendo pintadas e o canteiro entre elas será arborizado, além de se promover em habitações de um novo tratamento cromático.

O secretário Félix Neto assinala que o “Colorindo Campina” inspirou-se em experiência similar que vem sendo desenvolvida no Recife, porém respeitando às características e demandas locais.

A levar em conta que as demais secretarias e autarquias estão juntas nessa empreitada, as ações deverão compor um leque amplo, envolvendo desde a infraestrutura a educação, saúde etc.

Contudo, a adesão popular é fundamental para concreção do projeto. Mais que beneficiários, os moradores precisam ser agentes ativos do processo. É a partir desses pressupostos que a comunidade consolidará a convicção de que o lugar onde vive lhe pertence.

 

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