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Natura Digital

Alexandre Moura. Publicado em 23 de março de 2018.

A Natura Cosméticos, empresa brasileira líder no segmento de produtos de beleza, está com uma estratégia agressiva em sua “transformação digital”.

Seguindo a tendência de mercado, em nível mundial, a Natura planeja concluir este ano com cerca de 60% das suas revendedoras comercializando os produtos através das plataformas digitais da empresa (pela Internet e/ou aplicativos para smartphone).

Hoje, já são 500 mil Consultoras que utilizam esta tecnologia como meio de venda e o objetivo é dobrar este número até dezembro. Para 2019, a meta é ter todas (cerca de 1,8 milhão) Consultoras “digitalizadas”.

Esse é um movimento que vem acontecendo em todo o mundo, independente do tamanho, tipo e segmento de mercado das empresas.

Mercado de Luxo

Um estudo de mercado feito pela empresa de consultoria americana BCG (The Boston Consulting Group), onde foram ouvidos dez mil consumidores, de dez países, projeta que em seis anos (2024), a chamada “Geração Millennials” (pessoas que nasceram entre os anos de 1980 e 2000) “vão representar 50% do mercado de produtos e serviços de luxo (segmento que deve movimentar, em nível mundial, cerca de R$ 5 trilhões em 2024)”.

Pelo documento da BCG isto se deve, principalmente, às redes sociais e aos influenciadores digitais (as “celebridades” da Internet).

No período 2018-2024 este tipo de consumidor vai aumentar o próprio consumo em até 130%, tonando factível a expectativa de representarem metade do mercado em poucos anos.

Para os analistas da empresa americana, estes números mostram, claramente, a necessidade das grandes marcas mundiais ter uma estratégia de vendas pela Internet que use dispositivos móveis (smartphones e tablets), pois 55% deste público já utilizam estas ferramentas quando compram pela Internet.

Bradesco e “IA”

Todos nós sabemos que os bancos como conhecemos hoje, estão com seus dias contados e os investimentos em tecnologia pelo sistema financeiro são crescentes, principalmente no tocante ao atendimento ao público.

Um dos exemplos é o Bradesco que disponibilizou também, seu sistema BIA (Bradesco Inteligência Artificial) que vem sendo utilizado pelos clientes do banco faz algum tempo, para os usuários do “Next”, o banco digital do Bradesco, no SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente.

A ideia é tornar o “relacionamento com os correntistas ainda mais ágil e eficiente, através de smartphones”.

Através do BIA “o cliente pode tirar dúvidas sobre serviços e funcionalidades do Next – a qualquer hora, sete dias por semana”.

Infelizmente, este tipo de tecnologia causa desemprego de humanos, não só no setor bancário, mas futuramente, em outros segmentos como o de saúde e o educacional.

Fim dos Smartphones?

Por outro lado, a 11ª edição do Tech Trends Report, relatório produzido pelo “Future Today Institute” (futuretodayinstitute.com), de Nova York, Estados Unidos, que aponta as tendências tecnológicas atuais e para os próximos anos, destacou que “o ano de 2018 marca o início do fim da era dos smartphones”.

Um dos indicadores para essa previsão é baseada na análise dos “números de vendas anuais de smartphones, em nível mundial, que vem caindo ano a ano”.

Segundo ainda o documento, outro fator é o desenvolvimento tecnológico: Interfaces naturais, inteligência artificial, novos e melhores algoritmos apontam para a obsolescência deste tipo de aparelho que deve ser substituído por outro tipo de sistema, em um futuro não muito distante.

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba.

falecom@fhc.com.br

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