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Mestre Hildeberto Barbosa

José Mário. Publicado em 21 de janeiro de 2019 às 11:40

Conheci Hildeberto Barbosa Filho na já distante quadra cronológica dos anos oitenta, mais precisamente em 1986, no auditório do Colégio das Damas quando no âmbito dos monumentais Congressos Internacionais de Teoria e Crítica Literária, protagonizados por Campina Grande, sob a égide da competente liderança de Elizabeth Marinheiro, ele foi a Campina Grande lançar A Geometria da Paixão, sua primeira incursão no território da criação poética.

Antes disso, nos primeiros passos que empreendi no desbordante universo das letras, já havia lido o livro A Convivência Crítica, diversificado e consistente conjunto de ensaios voltados para a produção literária de autores paraibanos. A leitura dessa obra crítica inaugural de Hildeberto Barbosa Filho me deu bem a exata medida do modo como o ilustre filho de Aroeiras concebia aquela que Fidelino de Figueiredo chamou de “a superior vocação do espírito e da inteligência”: a crítica literária, atividade tão nobre quanto solitária, não raro incompreendida, sobretudo, porque, quando exercida com independência e distanciada da lisonja descabida e da adulação servil, põe em cena o predileto pecado do demônio, a vaidade, que faz com que quem escreve um verso se imagine um Dante, e quem escreve um livro se presuma Deus.

Assim, para exercer a crítica sem os flagelos do ódio, da camaradagem e da indiferença, antivalores denunciados por Machado de Assis no insuperável ensaio: “O ideal do crítico”, o crítico terá de se forrar com o imprescindível manto da coragem, virtude que, dentre outras, bem urdidas e correlacionadas, vislumbro no luminoso itinerário intelectual do professor Hildeberto Barbosa Filho que, nas cenas e cenários de nossa paraibanidade literária, vem exercendo o mais sistemático e militante magistério de crítica literária de que se tem notícia nos últimos anos.

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