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Medindo o desenvolvimento humano

Arlindo Pereira de Almeida. Publicado em 16 de julho de 2018 às 9:50

Instrumentos estatísticos sobre a realidade do mundo, não somente a produto interno bruto, mas indicadores sociais que retratem o desenvolvimento humano, a qualidade de vida, têm tido ênfase nas últimas décadas. São formas de tornar transparente a realidade e orientar políticas que visem a atenuação das desigualdades que, infelizmente, se acentuam a cada dia que passa.

No Brasil, as pesquisas estatísticas mais abrangentes estão a cargo do IBGE, e, dentre outros, temos indicadores dos mais variados tipos, comparando aspectos sociais por regiões e estados – mortalidade e suas causas, analfabetismo, especificando se urbano ou rural, a renda por faixas salariais ou nível educacional, criminalidade, etc.

Nas comparações a nível internacional, o Brasil tem sempre observado os resultados do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que combina três fatores específicos – educação, saúde e renda. A partir daí, constrói-se um ranking de 188 países, assim divididos:1. Categoria de Muito Alto Desenvolvimento Humano > acima de 0,800 (1º. Noruega – 0,944, 40º Argentina – 0,836. 2. Alto Desenvolvimento Humano, acima de 0,700 e abaixo de 0,800 50º Rússia – 0,798; 52º Uruguai – 0,793 e 75º Brasil – 0,755. Há ainda duas categorias: Médio Desenvolvimento Humano, abaixo de 0,700 e acima de 0,550; e, finalmente, Baixo Desenvolvimento Humano, abaixo de 0,550.

Em nosso país importa registrar o trabalho desenvolvido pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN), que publica, dentre outras importantes análises, o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal, retrato da realidade dos nossos municípios. São considerados os mesmos parâmetros usados pelas Nações Unidas – educação, saúde e renda – com a vantagem de serem atualizados anualmente.

Os dados, muito simples de interpretação. São divididos em quatro categorias, pela ordem: ALTO DESENVOLVIMENTO – acima de 0,8 ponto; DESENVOLVIMENTO MODERADO – entre 0,6 e 0,8 ponto; DESENVOLVIMENTO REGULAR – entre 0,4 e 0,6 ponto; e BAIXO DESENVOLVIMENTO – abaixo de 0,4 ponto.

Os melhores resultados a nível nacional foram

Paraíba Online • Medindo o desenvolvimento humano

A seguir, trazemos síntese dos índices FIRJAN referentes aos 223 municípios da Paraíba, sua comparação com os do Brasil, e os cinco melhores colocados dentro do próprio Estado. A mediana representa o valor médio de todos os municípios. O valor máximo é 1,000.

Paraíba Online • Medindo o desenvolvimento humano

Ressalta-se que João Pessoa, no Geral, ficou em primeiro lugar na Paraíba com 0,7753 pto. No Emprego & Renda, Cabedelo ficou em 1º lugar com 0,7952; Em Educação, Várzea (que não está no quadro) ficou com o 1º lugar, com 0,8842; Pedra Lavrada e Guarabira também ficaram acima da média nacional. João Pessoa, Cabedelo e Campina Grande ficaram abaixo dessa média. No indicador Saúde, o 1º lugar na Paraíba ficou com Pedra Lavrada, com 0,9453.

No geral, João Pessoa fica na colocação 722 dentre os 5.481 municípios pesquisados no Brasil. Cabedelo ficou na posição 889; Guarabira obteve a posição1.302; Pedra Lavrada1.483, e, finalmente, Campina Grande, a 5ª da Paraíba, ficou com a posição 1.522 no ranking brasileiro.

Os resultados mostram que temos uma longa estrada para trilhar, no Brasil e na Paraíba, para corrigir as desigualdades entre nós.

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Arlindo Pereira de Almeida

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