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Médico e escritor Rafael Holanda: Réquiem

Rafael Holanda. Publicado em 3 de agosto de 2020 às 7:52

Foto: Paraibaonline

Neste ambiente há silêncio e paz, pois aquele que habitava e causava euforia de cada dia por suas alegrias foi levado para o pai da vida.

A sua morada agora se chama descanso, onde a beleza se faz devido a simplicidade do tempo, e sua indumentária foi construída com um pouco de suas ações e se chama luz.

Agora resta apenas a lágrima da saudade, pois a música que paira aos nossos ouvidos provenientes das ondas que gravitam as planícies infinitas. O Senhor, dono de toda história, desde o ontem e hoje sempre carrega em suas mãos a chave da vida e da morte.

A morte pela sua magistral maneira de ser, se amolda a mais um grande capítulo de uma nova vida, onde a felicidade se faz porta de entrada e suas mobílias feitas por pequenos gestos provenientes da vida anterior.

Aqui já não existe batalha e o combate submergiu, pois a febre forte da vida perdeu sua razão de ser.

Já não haverá o peso doloroso das grandes tempestades que se transformam em brisa lenta e suave, nos campos da paz.

O sol brilhará para sempre em seu rosto, e uma paz infinita completará o seu dia e assegurando definitivamente o grande campo da felicidade.

O Senhor da vida transformará os campos da saudade em pequenas lacunas, que o tempo se encarregará de transformá-los em doces memórias.

Enquanto neste mundo onde o grito de desespero de muitos se fragmenta a distância, nós buscamos compreender os segredos que nos separam do nascer ao morrer.

Aproveitemos o que nos trás a paz; vamos encher o coração de esperança, e que nossas palavras saiam dos lábios com a doçura fantástica do amor, fazendo com que os nossos olhos acariciem a imagem do que sofre e nossas mãos possam consolar a eterna ausência.

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