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Lomba Celestial

Noaldo Ribeiro. Publicado em 14 de agosto de 2016 às 18:40

 

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No sábado, 06, do mês de Agosto, do ano 16, do século XXI, o paraíso perdeu a sua calmaria. Marral saiu de casa desguarnecido. Nem vestia com as roupas, nem tampouco impunha as armas de Jorge.

Vulnerável, uma ventania cósmica o levou para além das fronteiras desse asteroide pequeno que todos chamam de terra. Os mais atentos juram, de pés juntos, que Marral foi levado por um errante e pirado cometa. Chegou rápido na estação paraíso, um pouquinho antes da chegada de Dr. Pitangui.

Querubins bem comportados temem que Marral venha a desequilibrar a paz entediante dessa enlevada morada. Já os anjos rebeldes (danadinhos), torcem que ele venha trazer muitos “agitos” de balada, acompanhados de muita “lomba”, não mais aquela de natureza terrena, emanada da poeira da pirâmide do Parque do Povo. Desta feita, “lomba” celestial – nutrida de poções que fazem emergir os bem vindos alquimistas.

Cícero Jorge Sarmento, Marral, foi-se levando consigo uma deliciosa dúvida: não sabia se era uma borboleta ou se um sábio chinês. Seja como for, uma coisa é certa, a “lomba” deixa de ser banal e ganha o status de celestial.

 

*Noaldo Ribeiro

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Noaldo Ribeiro

* Sociólogo.

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