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Jurani Clementino: Metacrônica – um texto sobre as crônicas de 2019

Jurani Clementino. Publicado em 27 de dezembro de 2019 às 12:39

Como todo bom cearense, com suas tradições meio indígenas, comecei o mês de Janeiro falando sobre “Redes de dormir”, em seguida, como filho de vaqueiro, arrisquei comentar um pouco sobre “Vaqueiros e boiadas”; depois busquei na memória os detalhes sobre “Os sambas ‘fúnebres’” de um personagem folclórico chamado Zé Madalena e terminei o primeiro mês do ano com uma crônica que relembrava a forma como a gente criava nossos arquivos de musica antigamente. Em fevereiro pedi a “Benção” ao meu pai, falei sobre “Alfabetização solidária”, lembrei com carinho dos “Cordéis de Dona Noêmia” e prestei uma homenagem ao velho Adelson das Lagoas com texto “O vaqueiro de uma boiada imaginada”. Em março recordei um desenho infanto-juvenil intitulado de “As aventuras de Tintim”; as pescarias de anzol com a crônica chamada “Peixe e pescaria”; os atos de resistência cotidiana com a crônica “Fome e espirro” e a vida no campo com minhas memorias do dia a dia no “Sítio”.

Iniciamos abril com um susto na universidade que me rendeu o texto “Tiroteio na UEPB”. Depois falei sobre o trabalho das “Parteiras”; sobre a tradição da “Semana Santa” e dos atuais “Velórios” sertanejos. Em maio escrevi sobre nossas mães; ousei em comparar a “Times Square”, uma famosa praça da cidade de Nova Iorque, com uma estrada esburacada que liga os Sítios Queixada às Lagoas dos Nunes de nome “Grota Funda”; lembrei “A voz do Brasil”; escovei os dentes com a “Pasta de Juá” e fechei o mês com uma crônica muito bonitinha intitulada “Cruzes e estradas sertanejas”. Junho foi aniversário de 41 anos da Rádio Cultura, falamos sobre esse momento e sobre as emoções de algumas pessoas ao ler as minhas crônicas. Também lembrei os 40 anos da escola Maria Afonsina da fabricação rudimentar de tijolos em “Olarias e Caieiras” e nos despedimos do junino com o texto sobre a tradição dos “Padrinhos de Fogueira”.

O uso do “Esterco de gado” para espantar muriçocas foi a crônica que abriu o mês de junho. Em seguida degustamos uma saborosa “Marizada” cozida por mais de doze horas. Recordamos as antigas “Lavadeiras” de roupa nos açudes e riachos e degustamos os pães-de-ló e doces de seu “Raimundo Preto”. Em agosto falamos sobre aquelas datas erradas de alguns aniversariantes; dos bombons que o Padre Mota distribuía para os meninos enquanto arrecadava esmolas pelos sítios e comunidades rurais para São Raimundo Nonato… foi em agosto também que perdi o meu avô João Leandro a quem chamava de “Paim”. Entrevistei Raimundo Fagner e recebi a primeira resenha crítica sobre meu livro “Memórias sertanejas”. Setembro teve um texto sobre “Casas abandonadas”, a homenagem a seu Varmido, falecido dois meses antes, com a crônica “Chica de Varmido X Maria do Bairro”; teve ainda uma crônica sobre “Vaqueiros ordenhando as vacas” e os aposentados sendo alvo preferido das meninas sedutoras das cidades pequenas.

Outubro chegou com os “Engenhos do Sertão”; seguida de uma homenagem ao aniversário de Campina Grande com no texto “Campina doce campina” e um registro ao dia dos professores com a crônica “O dom de ensinar”. O último texto do mês de outubro tratou da saga de uma gravida para ter o filho em período de chuvas no sertão, chamado de “A grávida, o ‘andor’ e a ‘procissão’” Para ilustrar mais uma situação de um leitor de Memorias Sertanejas comecei novembro lendo o texto “Vó Laurinha” e tentei construir uma poesia em prosa sobre aqueles antigos quadros pendurados nas paredes das casas sertanejas. Lamentei o fogo que devastava a Serra de São Nicolau, lugar de boas lembranças, memorias e historias. Falei sobre minha posse na Academia de Letras de Campina Grande e das “Arapucas” que a gente armava para pegar passarinhos. Em dezembro recebi mais uma Resenha sobre Memorias Sertanejas; relembrei os Natais dos Pães de Ló e o atrevimento de uma amiga minha, dona do bar, diante da força policial com o texto “Pirraçar”. Foi um grande ano. Obrigado a todos pela paciência. Nos encontramos em 2020. Boas festas e Feliz Ano Novo.

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Jurani Clementino

Jornalista, Doutor em Ciências Sociais, Escritor e Professor Universitário. Autor de: Forró no Sítio (Crônicas, 2018) e Zé Clementino: o ´matuto que devolveu o trono ao rei. (biografia, 2013).

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