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José Edmilson Rodrigues: Mulheres que engrandecem

José Edmilson Rodrigues. Publicado em 28 de outubro de 2019 às 12:15

Mulheres que engrandecem é um projeto de construção de memória, trazendo nomes, compondo uma lista de personagens femininas que elevam e fizeram a história de Campina Grande. Os verbetes abaixo ainda estão em fase de aprimoramento, como outros nomes que pesquisaremos para figurar nesse elenco de mulheres que engrandecem. Uma referência aos 155 anos de emancipação de Campina Grande.

Fazemos, então, um convite a você leitora e a você leitor para conhecer um pouco da história de nossa cidade através das mulheres que conduziram e conduzem a existência de nossa cidade.

Para melhor compreensão, vejam texto anterior (Primeira parte), no link: https://paraibaonline.com.br/colunistas/jose-edmilson-rodrigues-mulheres-que-engrandecem/

Deste modo, nesta segunda parte, elencamos alguns verbetes por ordem alfabética:

BERNADETE RODRIGUES DA SILVA (irmã Bernadete)

Nasceu em Afogados da Ingazeira – PE, em 23/10/1941. Filha de Manoel Rodrigues e Quitéria Rodrigues. Radicada em Campina Grande há décadas. Cursou Artes Industriais no então Núcleo de Ensino Pedagógico de Salvador e Teologia na Faculdade Teológica de Salvador – BA. De família católica e filha da Caridade, realizada por ter consagrado a Deus e a serviço da humanidade particularmente “Dos Pobres”, em São Vicente de Paulo.

DANIELLA RIBEIRO

Natural de Campina Grande, nasceu em 26 de março de 1972, filha de Enivaldo Ribeiro e Virginia Maria Peixoto Velloso Borges Ribeiro, mãe de três filhos: (Lucas, vereador, seguindo a tradição familiar; Marcella e Gabriel). Graduou-se em Pedagogia pela UFPB – Universidade Federal da Paraíba, com pós-graduação em Relações Internacionais, pela UNB. Foi vereadora, em Campina Grande, no ano de 2008. Dois anos depois, Daniella foi eleita Deputada Estadual, com 29.863 votos. Em 2014, foi reeleita com a segunda maior votação do Estado, com 46.938 votos, foi também, candidata a prefeita de Campina Grande, em 2012.

A primeira paraibana a chegar ao Senado Federal, eleita em outubro de 2018, com mais de 831 mil votos. Daniella assumiu o cargo em 1° de fevereiro de 2019. É uma das 12 mulheres no Senado Federal, composto por 81 senadores de todo o país. Chegou como a líder do Partido Progressistas na Casa. Dentre os muitos projetos, relatou o PLC 79, que resultou na lei n. 3.879/2019, Lei Geral das Telecomunicações.

Na área de educação, Daniella vivenciou a realidade em escolas públicas, quando participou como voluntária do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Municipal). Foi bolsista voluntária.

DENISE DE SENA MOREIRA ALVES

Natural de Campina Grande-Paraíba, filha de José Alves de Sousa e de Francisca de Sena Moreira Alves, ambos de Sousa-PB, onde tiveram mais duas filhas: Diane de Sena Moreira e Dayse de Sena Moreira. 

Estudou todo o ensino fundamental I (antigo curso primário), no Instituto Domingos Sávio, no bairro da Conceição, onde também morou durante 35 anos na Rua São Francisco de Assis.  Após tantos anos, mudou-se para Avenida Marechal Floriano Peixoto, bairro Santo Antônio. Cursou o ensino fundamental II e o ensino médio (antigo 1º e 2º graus) no Colégio Diocesano Pio XI e CPUC, respectivamente. Ingressou na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), hoje Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), no curso de Engenharia Civil no ano de 1978, se graduando aos 21 anos de idade. 

Começou a trabalhar na Prefeitura Municipal de Campina Grande, na gestão do Prefeito Ronaldo Cunha Lima, em 1983. Exerceu alguns cargos durante sua vida profissional, tendo sido chefe de Divisão de Transportes Públicos da URBEMA, Assessora Técnica da STTP e Superintendente da STTP, onde se destacou com os projetos: Transportes Emergencial, Fiscal comunitário e o Zona Azul, operado por pessoas portadoras de deficiência física, na gestão do Prefeito Félix Araújo, em 1994 Foi Presidente da Comissão de Legislação Urbanística do município em 1998. 

Entusiasmada pelas causas ambientais fez a pós-graduação em Gestão, Perícia e Auditoria Ambiental em 2010, e atualmente, é Coordenadora do Meio Ambiente na SESUMA, coordenadora do ‘Programa Minha Árvore’, que vem repercutindo com destaque na área ambiental da cidade e do país, obtendo reconhecimento através de prêmios e apresentações em congressos nacionais e internacionais. Recentemente, foi nomeada para compor a Comissão Tripartite em Brasília junto à ANAMMA (Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente), representando Campina Grande em Brasília. É Vice-Presidente do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente e membro dos Conselhos Municipal de Habitação, da Cidade e Turismo.

ELIETE DE QUEIROZ GURJÃO SILVA

Nasceu na cidade de Gurjão – PB, em 1945, no Cariri paraibano, entre o agreste e o sertão. Filha de Joaquim de Farias Gurjão e Edvirges Queiroz Gurjão. Com oito anos de idade foi abraçada por Campina Grande, cidade que teceu a sua biografia e os momentos mais marcantes de sua vida. Estudou no Grupo Escolar do Rosário e no Colégio Estadual da Prata. Graduou-se em História pela URNe – Universidade Regional do Nordeste e Mestrado pela UFPB – Universidade Federal da Paraíba, Campus II. Aqui casou e constituiu família, ao assumir a condição de historiadora plantou valiosas sementes como professora formando muitas gerações que passaram pelo Colégio Estadual da Prata, pela Universidade Federal de Campina Grande e pela Universidade Estadual da Paraíba. Sua marca como pesquisadora sobre o poder local e as oligarquias campinenses e paraibanas estão impressas em livros e artigos que têm circulado nas escolas e universidades.

ELIZABETH FIGUEIREDO AGRA MARINHEIRO (Elizabeth Marinheiro).

Natural de Campina Grande, nasceu em 22 de setembro de 1937, Filha de Agripino Agra e Marié Figueiredo. Estudou o primário e o ginásio no Colégio Alfredo Dantas, fez o Clássico no Colégio Estadual da Prata, e a graduação na Faculdade de Filosofia do Recife, mestrado e doutorado na PUC-RS, e Pós-doutorado na Universidade Complutense de Madri e Centro Iberoamericano de Cooperacion (Espanha). Casada com o médico João Marinheiro com quem teve três filhos: Lizanka, Tulenka e Marinheirinho.

Escritora, ensaísta e crítica literária, professora doutora. Ocupa desde 02 de maio de 1980, a cadeira de número 20 (cujo patrono é Joaquim José Henrique da Silva, e o ocupante anterior: Pe. Luiz Gonzaga de Oliveira), da Academia Paraibana de Letras – APL, tendo sido a primeira mulher a ocupar um de seus assentos. Imortalizada por seu fazer, também ocupa cadeira na ALCG – Academia de Letras de Campina Grande. Membro Titular do Pen Clube do Brasil, Rio de Janeiro-RJ, correspondente de várias instituições brasileiras.  Preside o Clube Pensamento – Estudo – Nacionalidade – I Seccional PEN da Paraíba, foi, por vários anos, presidente da Associação Brasileira de Semiótica Seccional da Paraíba.

Fundou em 1970, a Fundação artístico Cultural Manuel Bandeira – FACMA, fruto dos corais Falados Manuel Bandeira e Cecília Meireles, os quais percorreram com suas representações literárias – o Brasil e a Península Ibérica. Criou e coordenou os Congressos Nacionais de Teoria/Crítica Literárias e Seminários Internacionais de Semiótica de 1977 até 1986, adotando Oficinas, Minicursos, Comunicações e Mesas Redondas. 

Conferencista convidada e Professora Visitante de Instituições do Brasil e da Europa. Destacam-se entre seus livros: A Bagaceira, um Estética da Sociologia, prêmio José Veríssimo, da Academia Brasileira de Letras; Vozes de uma voz, prêmio Sílvio Romero da Academia Brasileira de Letras; Leituras: Antes e Agora; Descompromisso Crítico e Minimalismo Multicultural; – Tessituras do Eu e Fortuna Crítica II; Crítica Sem G.P.S. Estudos e memórias, e outras obras. Escreve crônicas semanais no portal paraibonline.com.br numa consagrada coluna intitulada: Tessituras, nas quais consorcia ensaísmo literário leve e reflexão sobre o cotidiano e o seu código de costumes.

Foi professora visitante do Centro de Estudos Semióticos e Literários da Universidade do Porto, assim como professora convidada pelo King’s College London University para ministrar seminário sobre a influência do Cordel na Literatura Brasileira e sobre as principais tendências da literatura do Nordeste hoje.  E ainda, foi professora convidada do London Institute of Education, no qual ministrou seminário sobre cultura contemporânea no Nordeste e, por fim, professora associada da Universidade de Rennes II Alta BretanhaDépartement de Portugais

Suas obras e ensaios e textos esparsos transitam entre Teoria e Crítica Literárias; Literatura Brasileira; Literaturas Marginais. Literaturas Espanhola, Portuguesa e Africana.

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José Edmilson Rodrigues

* Advogado/Mestre em Literatura e Interculturalidade/Ensaísta.

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