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“Internet das Coisas” voltada para Área Médica

Alexandre Moura. Publicado em 27 de julho de 2018 às 7:57

Cada vez mais a tecnologia vai acrescentando novas facilidades no dia a dia das pessoas. Um segmento que avança rapidamente, no uso de tecnologias é o voltado para “serviços médicos a distância” e que utiliza a “Internet das Coisas” (em inglês IoT – Internet of Things) como ferramenta.

Já denominada de IoMT – Internet of Medical Things (Internet das Coisas Médicas, em uma tradução livre) essa inovação ou melhor, uma série delas, já vem causando uma transformação na forma como se trata as pessoas na atualidade.

Um exemplo: O Google tem investido bastante em uma solução (já devidamente patenteada) voltada para “monitorar a saúde cardiovascular de pacientes através de dados coletados, entre outras coisas, em assentos sanitários sensíveis à pressão e em sensores no espelho instalados em “banheiros inteligentes” em algumas casas nos Estados Unidos que estão servindo de laboratórios de testes”.

Desta forma, os pacientes podem ser acompanhados pelos médicos (a distância) e inclusive, fazer alguns exames, nas 24 horas do dia. Ficção científica? Não! Realidade que estará no mercado em meses!

Ainda a Lei Geral de Proteção de Dados

Em uma recente coluna escrevi sobre a nova legislação de “Proteção de Dados” que em breve, estará em vigor (depende ainda da sanção do Presidente Michel Temer).

Já pensando nos impactos da nova lei, o IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor preparou uma lista sobre o que muda no nosso dia a dia quando este marco legal estiver vigorando.

Selecionei seis itens desta lista, que achei mais interessantes: 1) Termos de Uso – Não serão mais permitidos aqueles textos que ninguém lê e sim uma permissão específica e atrelada a cada tipo de utilização, dos dados pessoais disponibilizados; 2) Maior controle por cada pessoa (usuário) de seus dados pessoais – Com a lei fica criado um conjunto de direitos para o cidadão, inclusive permitindo (dentre outras ações) a modificação imediata, de informações erradas; 3) Maior controle sobre como farmácias usam seu número de CPF e seus dados de saúde – Previamente, o cliente deve ser informado da finalidade da coleta e da existência ou não, de tratamento desses dados, e só depois autorizar seu uso, inclusive pelos planos de saúde, se fora o caso; 4) Procedimentos claros em caso de vazamento de dados pessoais – As empresas que coletam seus dados devem manter registro dessas operações e a autoridade responsável, pode requerer a qualquer momento, informações referentes à proteção desses dados; 5) Dados Biométricos – Fica proibido vender dados biométricos para terceiros, como empresas de publicidade e marketing digital, procedimento muito comum hoje em dia; 6) Condomínios Residenciais – Com o advento da lei, os condomínios vão precisar discutir sobre “reconhecimento da digital para controlar a entrada no prédio” em assembleia condominial e garantir a segurança do armazenamento de tais dados. Ou seja, o trabalho para implantação das medidas previstas na lei será grande e oneroso. É ficar atento, pois as multas para os infratores serão pesadas.

Táxi Voador

Em tempos de “briga” entre os serviços de Táxi e empresas de aplicativos tipo Uber, surge uma informação que a “Airbus”, fabricante europeia de aviões, pretende lançar seus novos veículos elétricos voadores, denominados de eVTOL (veículo elétrico de pouso e decolagem vertical, na sigla em inglês) em São Paulo.

Segundo executivos da empresa, “São Paulo é uma ótima cidade para lançarmos este tipo de serviço, podendo ser um dos primeiros locais, em nível mundial, a realizar voos de passageiros com nossos veículos elétricos voadores”.

Só falta definir o prazo para iniciar o serviço. Ou seja, no futuro a “briga” será mais em cima.

Museu do Século XXI

A “transformação digital” que o mundo vem passando, atinge toda e qualquer atividade humana. Não só as empresas precisam se reinventar diariamente, outros setores precisam fazer o mesmo para continuarem atrativos e sobreviverem no mundo digitalizado e repleto de opções de lazer.

Exemplo disso é o “Museu Real de Ontário”, localizado na cidade de Toronto, no Canadá, que se atualizou utilizando-se de diversas tecnologias e inovações, a exemplo de apresentações que utilizam IA (Inteligência Artificial) para facilitar o entendimento sobre a origem, história e cultura dos objetos expostos.

Outra ação inovadora para o ambiente de um museu é a chamada Friday Night Live, que todas as sextas-feiras atrai milhares de pessoas (na maioria jovens), através da disponibilização de apresentações musicais, bebidas e alimentação diferenciada, em vários espaços do museu.

Aqui em Campina Grande temos o “Museu Digital de Campina Grande”, instalado no “Memorial aos 150 anos”, às margens do Açude Velho, que já é um “Museu do Século XXI” e que pode realizar ações semelhantes (ou de outro tipo) ao museu canadense, com criatividade, inovação e iniciativa.

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

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