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Hotéis e Robôs

Alexandre Moura. Publicado em 25 de maio de 2018 às 10:53

Mais um segmento empresarial começa a utilizar Robótica e IA (Inteligência Artificial) em suas operações rotineiras. Chegou a vez do setor hoteleiro inovar e passar a utilizar “concierges robôs” para atendimento aos hospedes.

A novidade é de um hotel japonês, o “Henn Na”, localizado na cidade de Sasabo, província de Nagasaki, onde os clientes “são recebidos alegremente por um dinossauro robótico (representando a espécie velociraptor)” e direciona os novos hóspedes para digitar seus dados pessoais e do cartão de crédito, em máquinas que usam a tecnologia de reconhecimento facial.

Após este procedimento, “os hóspedes são assistidos por outro robô, um carregador de malas, que os leva até o quarto reservado”, sem nenhuma interferência humana.

Estas são algumas das ações realizadas no hotel, que usa, inclusive nos serviços de limpeza e arrumação, robôs e IA, ficando os “humanos” apenas, por enquanto, na gerencia do local.

Até parece aquela série de desenho animado de ficção científica, “Os Jetsons” dos anos 70 do século passado. Só que agora é realidade.

“Clones Virtuais”

Outras áreas que avançam rápido em novas tecnologias, especialmente em digitalização, são as de ensino de medicina e serviços de saúde.

Por exemplo, no ensino de medicina, a empresa Csanmek, Startup brasileira especializada em sistemas e soluções para o mercado educacional, desenvolveu uma plataforma tecnológica que converte as imagens dos exames de ressonância magnética e tomografia, em “clones virtuais” de três dimensões.

Denominada de “Plataforma Multidisciplinar 3D”, a solução já é utilizada em 50 cursos de medicina (humana e veterinária) nas aulas de anatomia, no Brasil, Peru, México e Estados Unidos.

A plataforma serve, principalmente, para treinamento de cirurgias e dissecações virtuais, oferecendo aos alunos a possibilidade de estudar casos clínicos e exames reais de pacientes, substituindo cadáveres por simuladores digitais.

“Lixo Zero”

Nos próximos dias 5, 6 e 7 de junho, acontecerá em Brasília, Distrito Federal, o “Congresso Internacional Cidades Lixo Zero” (em inglês, Zero Waste Cities).

Segundo os organizadores, “o evento apresentará as melhores práticas dos cinco continentes com as mais avançadas tecnologias em gerenciamento de resíduos, gestões inovadoras de aterros sanitários, avaliação do sistema tributário nacional em relação ao resto do mundo e soluções economicamente atraentes para a coleta de resíduos”.

O Congresso, dentre outras atividades, será composto por palestras, painéis, workshops e exposição com oportunidades de intercâmbio de conhecimentos e experiências, com a participação de especialistas nacionais e internacionais em resíduos sólidos, empresários líderes em seus setores e gestores de cidades que implementaram o Programa “Zero Waste” (lixo zero).

Vale destacar que “lixo zero é uma meta ética, econômica, eficiente e visionária para guiar as pessoas a mudar seus modos de vida e práticas de forma a incentivar os ciclos naturais sustentáveis, onde todos os materiais são projetados para permitir sua recuperação e reutilização”.

Mais informações através do e-mail contato@cidadeslixozero.com.br

Jogos Brasileiros para China

Apex-Brasil, a ABRAGAMES – Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Digitais e a empresa de consultoria de mercado, Euromonitor, fizeram um estudo sobre o mercado de jogos eletrônicos na China.

Denominado de “China – Mercado de Games 2018”, o documento trás dados bem interessantes, dentre eles sobre o mercado potencial da China, que conta hoje com 600 milhões pessoas com acesso a conexão móvel a Internet e quase 400 milhões são adeptos dos jogos (games) utilizando smartphones.

O principal objetivo da pesquisa “é oferecer subsídios para que as empresas brasileiras desenvolvedoras de games consigam abocanhar uma fatia do mercado chinês, o maior do mundo em se tratando de games, com vendas de jogos para telefone celular da ordem de US$ 24 bilhões em 2016”.

Hoje a China compra jogos dos Estados Unidos (40% das importações chinesas), a Coreia do Sul (com 25%), a França (com 10%) e o Japão (com 5%).

A ideia é que as empresas brasileiras conquistem uma fatia deste mercado nos próximos anos.

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba.

falecom@fhc.com.br

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