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Homenagem ao diácono Constantino Laureano

José Mário. Publicado em 25 de junho de 2019 às 12:15

Este é, sem dúvida, um momento marcado pela dor da saudade, da despedida de alguém com quem convivemos por tanto tempo, e a quem aprendemos a amar: o nosso amado irmão Constantino Laureano, cartografia exata de um ser humano que tocado, transformadoramente, pela graça de Deus, nasceu para servir ao próximo, fazendo-o, sempre, com cristalina espontaneidade, como se servir fosse, como de fato foi, o verbo mais compatibilizado com uma alma que fez da interlocução com o outro, uma das fontes plenificadoras do seu ser.

Este também é um momento de louvor e glorificação ao nosso Deus, em cuja Palavra, que é por nós recepcionada como regra única de fé e de prática, aprendemos que: “preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos” (Salmo 116.15); que “partir e estar com Cristo é incomparavelmente melhor” (Filipenses 1.23), conforme as palavras proferidas pelo apóstolo Paulo; que “bem aventurados são os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham” (Apocalipse 14.13)

Para quem está em Cristo Jesus, a morte não é o fim, mas apenas uma porta que se abre no tempo para o escancaramento de uma eternidade de plenitude na presença do Senhor. Este também é um momento de gratidão ao Senhor pelo privilégio que ele nos concedeu de convivermos com o irmão Constantino, exemplo de fidelidade ao Senhor e infrangível compromisso com a sua santa obra, notadamente, a que era realizada no âmbito da Junta Diaconal e da União Presbiteriana de Homens da Igreja Presbiteriana de Campina Grande, das quais ele fez parte como um dos membros mais dedicados e operosos.

Este também é um momento especial de proclamação da Palavra de Deus, o que efetivamente já foi feito pelo pastor Calvino. A proclamação da Palavra de Deus relembra-nos de que somos mortais; de que, à luz do que preconiza Tiago em sua curta e instrutiva epístola, “a nossa vida é como neblina que aprece por instante e logo se dissipa” (Tiago 4.14). Relembra-nos, por fim, de que somos pecadores; e de que carecemos de Jesus Cristo para a nossa salvação e para o desfrute do glorioso dom da vida eterna.

Constantino foi constante no terno cultivo das amizades que granjeou no seio da da vida comunitária da nossa igreja. Constantino foi constante no exercício da fé que, irrestrita e irreservadamente, depositou na pessoa e na obra redentiva de Jesus Cristo. Constantino foi constante na aferição que devotou à família, especialmente, aos filhos, alvos do seu intenso e crescente amor. Constantino foi constante em todas as tarefas da vida doméstica da igreja, às quais se devotou com irrefreável paixão, delas somente se afastando quando as enfermidades impuseram ao seu envelhecido corpo severas e irreversíveis limitações. Constantino foi constante no seu jeito simples de ser, lição primacial para tantos quantos privaram da sua edificante companhia.

Ao Deus Todo-Poderoso, o único a quem devemos prestar honra, glória, louvor e adoração, rogamos que derrame sobre a enlutada família de Constantino as suas mais enriquecedoras bênçãos, dela fazendo o seu privilegiado esconderijo. SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER.

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