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História das ideias religiosas no Brasil (III)

Benedito Antonio Luciano. Publicado em 25 de novembro de 2021 às 8:43

Seguem algumas considerações adicionais àquelas apresentadas nesta coluna na semana passada sobre o livro “História das ideias religiosas no Brasil”, obra de autoria de João Camilo de Oliveira Torres, editada e publicada pela Câmara dos Deputados, em 2020.

O Capítulo V, intitulado “A descoberta do valor teórico do catolicismo”, está dividido nos seguintes tópicos: “Júlio Maria”; “Jackson de Figueiredo”; e “De Maurras a Maritain”.

Júlio César de Morais Carneiro é o nome de um advogado brasileiro nascido em Angra dos Reis-RJ, em 20 de agosto de 1850. Ele, que fora casado e enviuvando duas vezes, resolveu seguir a vida religiosa e ao se tornar redentorista passou a ser conhecido com o nome de Júlio Maria.

“De Maurras a Maritain”, são destacados Júlio Maria, Jackson de Figueiredo e outros intelectuais brasileiros, à direita e à esquerda, como Alceu Amoroso Lima (Tristão de Ataíde), Sobral Pinto, Gustavo Corção e Leonel França, cada um ao seu modo, nos campos teóricos e práticos, deixaram seus legados para a formulação das ideias religiosas no Brasil.

Ao iniciar a leitura do Capítulo VI (“Em face do concílio”), percebe-se que o enfoque histórico central dado pelo autor, João Camilo de Oliveira Torres, é ao Concílio Vaticano II, com algumas referências aos Concílios de Trento e Vaticano I.

Nesse contexto, são apresentados dois movimentos importantes para a compreensão da história do Cristianismo: o Integrismo e o Progressismo. Para o Integrismo nada pode ser mudado, sob pena de ferir a substância dos dogmas da Igreja católica. No que concerne ao Progressismo na religião foram enfocados os movimentos da Ação Católica, a malograda experiência da Ação Popular (AP) e a introdução do protestantismo no Brasil.

No Capítulo VII o tema central é a história do espiritismo no Brasil, tomando como base o trabalho meticuloso e objetivo do Frei Boaventura Kloppenburg, tal como apresentado no livro “O espiritismo no Brasil”, publicado pela Editora Vozes, 1960/1964.

O Capítulo VIII, intitulado “O neopitagorismo no Brasil”, é o mais sucinto dentre os que fazem parte do livro “História das ideias religiosas no Brasil”. Nele, o autor destaca os princípios que norteiam as ações dos membros do Instituto Neopitagórico, instituição fundada na cidade de Curitiba, em 26 de novembro de 1909.

Sob o título “O fim do Laicato oficial”, no Capitulo IX, em suas considerações teóricas, o autor destaca o desenlace da crise político-religiosa do final do século XIX.

Concluindo, João Camilo de Oliveira Torres assinala que dois fatos marcaram o pensamento católico na segunda metade do século XX: as ideias do padre, filósofo, teólogo e paleontólogo francês Teilhard de Chardin, Duns Escoto e o legado do Concílio.

Assim, ciente das minhas limitações teóricas para exercer a crítica literária, nesta terceira parte, dou por encerradas as considerações e informações que me dispus a apresentar sobre o livro “História das ideias religiosas no Brasil”.

Campina Grande, 25 de novembro de 2021.
[email protected]

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Benedito Antonio Luciano

Professor doutor, titular do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

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