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Frustração ou Privilégio?

Tibério César Pessoa. Publicado em 25 de abril de 2017 às 10:02

Por Tibério Cesar Pessoa (*)

Para alguns a morte não poderia ser vista como um mal, mas sim como uma dádiva, uma libertação, uma oportunidade, um momento, uma transcendência, um viés ou mesmo uma amiga de longos anos da raça humana, da vida e da terra.

Outros poderiam se perguntar ou mesmo se entristecerem, se frustrarem por não saberem ou conhecerem com profundidade os segredos da criação, porém há de se ficar admirado pelo mesmo motivo.

O mundo é muito vasto, largo e profundo para o homem saber de todos os seus segredos, de todos os seus mistérios, de suas belezas e de toda a sua imensidão.

Assim a mortalidade e a imortalidade são antíteses assimétricas por um lado e, por outro são inquietudes que se completam contundentemente a cada passo evolutivo da humanidade, do homem e de sua pessoalidade.

Sim há objetos que estão fora do nosso alcance e basta-nos entender, compreender e aprender com tal dimensão.

Outros objetos estão perto, porém é preciso perícia e sutileza para pôr-los ao alcance de nossos entendimentos e habilidades.

Será que o Todo Poderoso nos pouparia de tamanha dúvida?

Ou bem pelo contrário, o Pai Celeste nos abençoaria com a certeza de que a vida é repleta de dúvidas e, bem por isto, necessitamos amá-la tanto e sermos abertamente mais profundamente fraterno…

Sim o universo é duvidoso e a vida pela natureza dela própria também!

Seria assim uma Frustração ou um Privilégio saber das profundidades das coisas?

Sinceramente, não podemos exigir dos entendimentos do homem aquilo que só Alá pode conceber, ter e existir.

Na vastidão da vida, seja ela uma frustração ou um privilégio, o mais insidioso é a própria morte!

Há uma oferta generosa do Pai Celestial para todo aquele que deseja conhecer o âmago das coisas: Chama-se Humildade!

A inefável humildade nos traz um vasto, largo e profundo conhecimento interno para o homem saber de todos os seus segredos, de todos os seus mistérios, de suas belezas e de toda a sua imensidão que assim gera a reforma íntima mais derradeira.

Não anestesiar os sentimentos, os afetos, a razão, o pensamento e a espiritualidade são os artigos simbólicos e prosaicos para a conquista de si mesmo.

Nosso maior inimigo? Nossa própria ignorância, nosso próprio egoísmo e nosso próprio individualismo hedonista exacerbado.

Digo-lhes novamente: Sim há objetos que estão fora do nosso alcance e basta-nos entender, compreender e aprender com tal dimensão. Outros objetos estão perto, porém é preciso perícia e sutileza para pôr-los ao alcance de nossos entendimentos e habilidades.

Aproximar-se de si mesmo requer muito daquilo que estamos menos dispostos a dar, ou seja, a verdade para consigo mesmo!

Os olhos para o externo são pouco notáveis quando se prevê saber, ver, suas notáveis entranhas, assim, aperfeiçoe seu olhar interno, lute para superar sua própria ignorância.

E quando alcançar a voz de Deus não se assuste, ela sempre esteve lá!

A Morte é uma linha de chegada que devemos cruzar e um horizonte a ser descoberto!

(*) PhD em Psicanálise

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Tibério César Pessoa

* PhD em Psicanálise.

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