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Forte Orange e Itamaracá

Ailton Elisiário. Publicado em 7 de março de 2017 às 8:06

Por Ailton Elisiário (*)

Durante este Carnaval aproveitamos  o período para irmos conhecer o Forte Orange, na pequena e simpática Ilha de Itamaracá, em Pernambuco. A rigor, Socorro já o conhecia, eu não. Construído pelos holandeses  em 1631, em taipa, veio a ser reconstruído pelos portugueses em 1654, em pedra. À época era uma  fortificação de campanha que recebeu o nome de Forte Orange em homenagem ao  príncipe holandês Frederico Henrique de Orange, tio de Maurício de Nassau, que governava os Países Baixos. Com a capitulação holandesa o forte foi abandonado e tendo  sido ocupado pelos portugueses recebeu o nome de Forte de Santa Cruz de Itamaracá. Hoje é um museu que guarda peças arqueológicas, mapas antigos e outros objetos históricos.

Infelizmente o forte se encontrava fechado à visitação pública. Há  tempos que vem sendo submetido a restaurações e se encontra ameaçado com o avanço do mar. Reparado em 1696, achava-se em ruínas em 1800. Na Revolução de 1817 foi restaurado e ocupado pelas forças do Padre Tenório. Tombado pelo Patrimônio Histórico em 1938, dessa data até hoje tem sido alvo de permanentes restauros, achando-se atualmente sob a administração da Universidade Federal de Pernambuco. Embora não o podendo visitar interiormente, sabemos que o Forte tem forma de um polígono quadrangular regular, com baluartes pentagonais nos vértices, casa de comando e paiós, peças de artilharia e canhões da época.

Saímos do continente num catamarã que  navega ao lado de pequenos barcos, lanchas e jet-skis, passando pelo Canal de Santa Cruz e ganhando o mar a dentro. A Ilha de Itamaracá é muito bonita e se localiza em frente a uma pequenina ilha chamada Coroa do Avião, ambas com suas águas límpidas e mornas e areias brancas. As ilhas têm uma boa infraestrutura de barracas, onde são servidos bons pratos com as iguarias do mar. Um gostoso pescado tradicional desapareceu de nossa mesa como num passe de mágica. A paisagem de qualquer das ilhas é muito linda, sendo repousante a calmaria das águas do mar, com sua cor azul turquesa que se esvai no plano horizontal e infinito do oceano Atlântico. A economia do local se assenta  no turismo, sendo formidável o passeio.

Vale a pena visitar Itamaracá, que em tupi significa “pedra que canta”.  Com uma população de 23.923 pessoas, segundo o Censo de 2013, distribuída  numa área de 66.684 km², os  habitantes são cordiais e suas belezas naturais são exuberantes. Vila Velha, um pequeno lugarejo que foi sede da Capitania de Itamaracá, guarda casarios e a capela de Nossa Senhora da Conceição, do Século XVI, onde está sepultado o Vigário Tenório, personagem líder e mártir da revolução pernambucana que neste mês de março completa 200 anos de história. Por suas belezas naturais e sua riqueza histórica a ilha exige aperfeiçoamento das atividades turísticas da região.

(*) Professor

 

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Ailton Elisiário

O autor é economista, advogado, professor da Universidade Estadual da Paraíba e membro da Academia de Letras de Campina Grande.

falecom@fhc.com.br

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