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Ford e Alibaba

Alexandre Moura. Publicado em 6 de abril de 2018 às 12:06

A cada dia que passa uma nova maneira de vender produtos e serviços, é criada ou inovada. Recentemente, a montadora americana de automóveis “Ford” e a gigante chinesa do segmento de comércio eletrônico (e-commerce) “Alibaba”, controladora do conhecido site “AliExpress”, lançaram “uma máquina de vender automóveis, muito semelhante as conhecidas máquinas de vender refrigerantes (vending machines, em inglês), chocolates e outras guloseimas”, só que em tamanho gigante evidentemente.

O equipamento já está disponível para os consumidores residentes na cidade em Guangzhou, China. Como na máquina de venda de refrigerantes, o consumidor faz tudo sozinho, e pode adquirir um dos dez modelos disponíveis da marca americana, inclusive o cobiçado “Ford Mustang”.

No “deposito” do equipamento ficam armazenados 70 veículos, que à medida que são vendidos são repostos, da mesma forma que nas vending machines tradicionais.

A compra do veículo pode ser feita diretamente, em um terminal de computador na própria maquina, ou através de um aplicativo para smartphone, denominado de “Tmall”, desenvolvido pela Alibaba.

Aparentemente, a novidade está sendo um sucesso entre os consumidores chineses, e não apenas uma “jogada de marketing”, pois já existem planos de levar a máquina para outras cidades da China e dos Estados Unidos.

Smartphones e os Jovens

A empresa multinacional de tecnologia “Motorola”, especializada em sistemas de rádio comunicação e telefonia celular, divulgou recentemente, um documento “chamando a atenção para a dependência que os smartphones podem causar”.

O relatório tem por base uma pesquisa realizada no Brasil, Estados Unidos, França e Índia, mostrando que “36% dos jovens entrevistados prioriza o celular em vez de passar mais tempo com a família ou amigos”. O interessante é que para 48% deles, “ter uma vida separada do aparelho celular é importante”, mas não conseguem “desgrudar” do aparelho.

O levantamento que foi realizado em conjunto com a Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, destacou em relação ao Brasil, que “49% dos nossos jovens da chamada geração Z (que nasceram entre 1998 e 2010) consideram o celular como seu melhor amigo”, demostrando assim, uma dependência emocional com relação ao aparelho.

Essa última constatação é preocupante!

Os Brasileiros e a “IA”

A empresa multinacional de consultoria “PwC” realizou uma pesquisa sobre dispositivos “IA” (Inteligência Artificial) concluindo que “59% dos consumidores brasileiros têm interesse em dispositivos com IA (equipamentos que possuem capacidade de processamento de dados e de aprendizado)”.

Pelo texto do documento, denominado de PwC Global Consumer Insights 2018,  os consumidores nacionais “são os mais dispostos a adquirir assistentes virtuais, que funcionam através de inteligência artificial, superando a China e os Estados Unidos”.

A pesquisa foi realizada em 27 países com 22 mil consumidores, sendo mil no Brasil.

A China e as Startups

Nos últimos 25 anos, ficamos acostumados a ver o crescimento vertiginoso da economia chinesa e de seu, rápido e surpreendente, desenvolvimento em C&T (cientifico e tecnológico).

Tenho acompanhando esse desenvolvimento ao longo destes anos, durante minhas viagens a China e todo esse resultado é fruto de um planejamento e da “vontade popular” de alcançar objetivos nacionais.

Por exemplo, buscar ser a primeira economia mundial (hoje é a segunda) até meados deste século. Para isso, metas são planejadas e perseguidas com trabalho, investimento e dedicação do povo e das instituições. No tocante a área de tecnologia não é diferente.

Uma das metas da China para 2030 é liderar a corrida tecnológica em nível mundial, e para isso, tem incentivado a criação de startups (empresas iniciantes) de base tecnológica e feito investimentos volumosos nestas empresas. Destaque-se que, nos últimos 10 anos, o país asiático coloca pelo menos uma startup entre as mais valiosas do mundo!

Entre as 10 maiores empresas chinesas, três são de tecnologia e de padrão mundial, a Baidu, a Tencent e a Alibaba.

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba.

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