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Campina Grande - PB

Feijões nos sapatos

04/10/2017 às 7:53

Fonte: Da Redação

Por Ailton Elisiário (*)

Li uma postagem num dos grupos de WhatsApp de que participo, a lenda dos feijões nos sapatos, que passo a transcrever.

“Diz a lenda que um monge próximo de se aposentar, precisava encontrar um sucessor. Entre seus discípulos, dois já tinham dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um poderia sucedê-lo.

Para fazer a escolha acertada o mestre lançou um desafio, visando colocar a sabedoria dos dois à prova: ambos receberiam alguns grãos de feijão que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreender a subida de uma grande montanha.

Dia e hora marcados: começa a prova. Nos primeiros quilômetros, no meio da subida, um dos discípulos começou a mancar, parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor. Ficou para trás, observando o outro monge  sumir de vista.

Após o festejo, o derrotado aproxima-se do vencedor e indaga como havia conseguido subir e descer a montanha com os feijões nos sapatos. Respondeu ele: antes de colocá-los nos sapatos, eu os cozinhei.

Carregando feijões (ou problemas), há sempre um jeito criativo e mais fácil de levar a vida. Problemas são inevitáveis e superáveis, já a duração do sofrimento é você quem determina.”

De fato, todos os seres humanos enfrentam problemas e passam por sofrimentos. Mas, nem todos se resignam, aumentando assim a própria dor. Maior o sofrimento quanto maior sua intensidade e sua duração. Estes, porém, podem ser minimizados, aliviando assim o sofrimento. Quando um problema não tem remédio, remediado está. Então, a sabedoria está na convivência com o sofrimento.

Não é preciso aqui filosofar sobre o sofrimento. Basta saber que o sofrimento pode ser evitado ou quando não, pode ser suportado com menos dores. E uma forma de se conseguir isto é a criatividade, a imaginação.

Há um provérbio persa que diz: “eu reclamava que não tinha sapatos, até encontrar um homem que não tinha os pés”. Haver diminuído a dor ou o sofrimento foi para este, o fato de haver achado um semelhante sem pés, enquanto para aquele discípulo foi haver cozinhado os feijões.

Do sofrimento e da morte ninguém escapa. Portanto, sejamos sábios driblando o sofrimento com artifícios e superando a morte com a esperança de uma nova vida.

(*) Professor, membro da ALCG

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