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Campina Grande - PB

“Fake News”

19/01/2018 às 8:41

Fonte: Da Redação

Foto: Paraibaonline

Por Alexandre J. Beltrão Moura (*)

A cada dia ouvimos falar mais de “Fake News” (Notícia Falsa, ou no popular: Uma mentira em formato de notícia) e neste ano eleitoral vamos ver o uso intensivo deste instrumento danoso a qualquer país democrático, como ação de cunho político para denegrir adversários na eleição que se aproxima.

É bom lembrar que o uso e disseminação, de “Fake News” não é uma invenção nova. Por exemplo, durante o regime nazista na Alemanha nos anos 30 e 40 do século passado, Joseph Goebbels (ministro da propaganda de Hitler), usava deste instrumento (notícias inventadas ou deturpadas e evidentemente, falsas) como “política de estado”, quando criou, segundo diz a lenda, a famosa frase: “Uma mentira muitas vezes repetida se torna verdade”.

A forma de divulgação, naquela época, era a radiodifusão. Mas estamos no século XXI e em pleno uso da Internet e das “redes sociais”, e estes dois instrumentos “aceleraram a velocidade e alcance” deste tipo de ação. O crescimento foi e é exponencial.

“Fake News” (II)

O que fazer para, pelo menos, minimizar o dano causado por uma “Fake News”? Muita gente vem pensando em soluções para este problema e, nada factível e que resolva de uma vez por todas o problema, tem aparecido.

Como dissemos no tópico acima, com a aproximação das eleições deste ano a própria Justiça Eleitoral está procurando alguma forma de coibir a “Fake News”, infelizmente, em nossa opinião, vai ser uma tarefa muito difícil e talvez, impossível de ser realizada.

Para o cidadão uma forma de acreditar ou não, na notícia é verificar a fonte da mesma e se algum grande portal de notícias a publicou. Desta forma, o risco da matéria ser falsa diminui.

De qualquer forma, muito cuidado em replicar notícias que não se pode verificar a fonte, você pode estar “participando de um crime”.

Austrália

Ao longo dos últimos anos, a Austrália vem se tornando um polo mundial de inovação em relação a soluções para área de saúde.

Algumas destas inovações já são conhecidas em nível mundial, a exemplo de “implantes impressos em impressoras 3D que foram materializados pela empresa australiana Anatomics; vacinas sem agulha foram desenvolvidas na Austrália e são uma forma segura e mais eficaz de imunização em relação às tradicionais seringa e agulha”.

Outra inovação que vem da terra dos cangurus, é a “MeTro”, uma supercola sintética semelhante a proteína tropoelastina, que “estanca sangramentos e fecha feridas profundas em 60 segundos” e além disso, “emite sinais para que o corpo comece a restabelecer o ferimento”.

Mais novidades devem estar a caminho, visto que o governo australiano está realizando investimentos importantes para fortalecer ainda mais, as empresas de base tecnológica locais, particularmente as voltadas para a área de saúde.

Nuclear

Ainda no segmento de medicina, o Brasil e Argentina assinaram acordo, para o projeto e desenvolvimento, de um reator nuclear para uso no setor de saúde.

Denominado de RMB – Reator Multipropósito Brasileiro, o equipamento “trará importante contribuição à medicina nuclear brasileira (garantindo a produção autônoma de radioisótopos, principalmente, o Molibdênio-99), à indústria e a setores acadêmicos dos dois países”.

O projeto é uma iniciativa da COBEN – Comissão Binacional de Energia Nuclear e do lado brasileiro tem a participação da CNEN – Comissão Nacional de Energia Nuclear (entidade ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações) responsável pelo projeto do RMB, a AMAZUL (Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A.), empresa vinculada à Marinha do Brasil e a Fundação PATRIA (Parque de Alta Tecnologia da Região de Iperó e Adjacências).

O projeto será financiado com recursos da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos.

Segundo os responsáveis pelo empreendimento, o início da operação do RMB está previsto para 2023, e o reator será instalado no município de Iperó, Estado de São Paulo.

(*) Engenheiro Eletrônico

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