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Evolução do emprego – agosto

Arlindo Pereira de Almeida. Publicado em 26 de setembro de 2018 às 9:07

A geração de empregos no Brasil experimentou, em agosto, certo ânimo, em vista dos resultados apresentados pelo Ministério do Trabalho, na publicação mensal Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Ao todo foram acrescentados 110.431 postos de trabalho ao estoque do mês anterior. No acumulado no ano (oito meses) foi registrado um crescimento de 568.551 empregos, que supera o total de um ano, que foi de 356.862 postos de trabalho. Enquanto no período de um ano o crescimento do emprego foi de 0,94%, nos últimos oito meses a variação foi de 1,5%, o que é positivo ao indicar que a variação do emprego adquire maior velocidade.

Quase todos os setores da economia registraram crescimento, com exceção da agropecuária. Do total de empregos gerados, 60% correspondem aos Serviços, 16,17% ao Comércio, 15,18% à Indústria de Transformação e 10,69 à Construção Civil. A queda da Agropecuária foi de 3,09%.

Por região, o melhor resultado foi alcançado pelo Nordeste, com alta de 0,59% (36.460 novos postos), ficando o Centro-Oeste com a segunda colocação com 0,41% (13.117 novos postos).

Em números relativos, dos estados que apresentaram os maiores crescimentos, destaca-se a Paraíba que atingiu a melhor média do Brasil (1,85%). Em números absolutos (quantidade), dentre os estados que geraram mais empregos a Paraíba ficou em quarto lugar no país: 1º São Paulo: 34.244, 2º Pernambuco: 11.563, 3º Paraná: 10.339, e 4º Paraíba 7.244.

Paraíba Online • Evolução do emprego – agosto

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Na Paraíba, em agosto, 45% dos empregos foram gerados pela Agropecuária, 41% pela Indústria (incluindo a Construção Civil), e 13% pelo Comércio e Serviços.

Finalizando, importa salientar que no total nacional ocorreram 1.353.422 admissões e 1.242.991 desligamentos. O dado preocupante é que os salários médios de admissão foram de R$ 1.541,53 enquanto os dos desligamentos foram de R$ 1.700,80. A massa salarial dos que entraram foi de R$ 2,086 bilhões enquanto aos que saíram correspondia um total de salários de 2,114 bilhões. Portanto, a massa salarial diminuiu R$ 28 milhões, refletindo um menor poder de compra e os seus desdobramentos no mercado.

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Arlindo Pereira de Almeida

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