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Campina Grande - PB

Epitácio contra o Epitacismo

11/09/2017 às 18:20

Fonte: Da Redação

Foto: Paraibaonline

O desmonte da estrutura partidária do Epitacismo, na Paraíba, consolidou-se no Governo João Pessoa, sendo Epitácio Pessoa, Presidente da República. Promoveu-se insana hostilidade contra aqueles que lhes vinham servindo, sobretudo, na condição de fieis correligionários políticos.

Se antes os registros da História desses desmandos eram parcimoniosos, dadas às influências oficiais, agora, com a publicação do Livro, Um Político da República Velha, de autoria do Professor Flávio Ramalho de Brito, a versão ali descrita há de se impor como Verdade Histórica, tal a fidedignidade das fontes consultadas, que lhe serviram de base.

Dentre Inúmeras vítimas do ódio e do destempero que presidiram tão injustificáveis ações, objeto do Livro, cumpre destacar, dentre outras, as lideranças de João Suassuna, José Gaudêncio de Queiroz, José Pereira e João Dantas.

O Senador José Gaudêncio, por seu destaque no Congresso Nacional, com livre acesso à Imprensa do Rio de Janeiro, fora um dos mais perseguidos, no Estado, perdendo seus bens patrimoniais, e sendo afastado dos cargos que exercia, legitimamente, nas estruturas administrativas e políticas estaduais.

Com José Gaudêncio, afastado dos Cargos de Juiz, Diretor de A União, e Chefe Político, de São João do Cariri, e Vicente Nogueira, dessa Promotoria, foram igualmente substituídos, de Campina, o chefe Ernani Lauritzen, e destituídos os titulares das Comarcas de Princesa Isabel e Monteiro, todos ligados à liderança de João Suassuna.

Este, igualmente, foi excluído da Chapa de candidatos a Deputado Federal.  Princesa Isabel, Teixeira, São João do Cariri, Monteiro, Taperoá, Campina Grande, e todos os demais municípios limítrofes, foram afastados do Epitacismo, até então força partidária majoritária, no Estado da Paraíba, sem qualquer explicação plausível.

Consequências de ações tão irracionais trouxeram além do abandono ao Epitacismo, sofrimentos que atingiram culpados e inocentes. São João do Cariri foi a maior vítima pela perseguição a José Gaudêncio e Nilo Feitosa.

Evaldo Gonçalves é da APL e IHGP.

 

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