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Energia

Roberto Cavalcanti. Publicado em 5 de abril de 2019 às 10:21

Quando analisamos a velocidade da evolução humana, constatamos nossa capacidade de adaptação. Não foi à toa que Sir. Charles Darwin atestou que essa habilidade é o que permite a sobrevivência dos não necessariamente fortes.

Na minha geração, ou nos adaptamos ou nos adaptamos. Não há espaço para sobrevivência sem esse atributo.

Nos últimos 70 anos a evolução foi inimaginável. Pesquisando sobre o uso e  avanço da energia, fica fácil esse entendimento.

A fonte primária é o sol, que ilumina, aquece, transfere energia para as águas garantindo a formação de nuvens de chuvas, e também fornece energia aos vegetais através da fotossíntese. Sempre esteve presente e hoje tem destaque essencial.

Vou apresentar um resumido histórico da convivência humana com a energia ao longo de séculos. Tudo começou com o homem buscando atender as suas carências básicas, que eram alimentação e iluminação noturna. Essas demandas provocaram não apenas busca incessante por fontes de energia, mas também seu aprimoramento.

Comecemos em 30 mil a.C., período Paleolítico Superior (antiga Idade da Pedra). Possuindo hábitos diurnos, o homem buscou a obtenção de alguma forma de luz artificial para superar essa limitação. Encontrou no domínio da produção do fogo, e da sua utilização. Podendo estender suas atividades pós o por do Sol, diferenciou-se dos outros animais.

Avançando para o período Neolítico, encontramos o homem apropriando-se das energia dos chamados conversores biológicos (alimentos e animais) com desenvolvimento da agricultura e da pecuária, e das primeiras formas de armazenamento da energia excedente.

O Homo Sapiens (10.000 a.C. a 5.000 a.C.) aperfeiçoou a técnica do polimento das pedras e abraçou atividades como a olaria. As civilizações do mundo antigo (cerca de 4.000 a.C.) investiram na geração dos conversores vegetais ao desenvolverem a irrigação – energia em forma de alimentos.

Temos vários exemplos do uso da energia na antiguidade, como a propulsão a partir da utilização dos ventos – os barcos à vela. Saltando no tempo encontramos a genialidade de Arquimedes (287-212 a.C.), com suas alavancas e mecanismos para movimentar objetos pesados.

Em 1350 d.C. os holandeses aprimoraram a eficiência da energia dos ventos nos seus moinhos, adotando eixo de rotação horizontal e com quatro pás. Em 1698, Denis Papin e Thomas Severy construíram as primeiras bombas e máquinas a vapor. Depois, James Watts investiu no seu aperfeiçoamento, transformando-as em fontes de energia.

Uma geração pós Watts, o domínio do vapor proporcionou a Inglaterra assumir o posto de primeira nação industrial do mundo.

O carvão mineral foi o primeiro dos combustíveis fósseis a ser utilizado em larga escala. 1859 é considerado o marco zero da industrialização do petróleo, quando Edwin Drake descobriu “ouro negro” a baixa profundidade em Tutsville, nos EUA. Somente em 1930, a menos de 100 anos, surgiria a indústria petroquímica e vários subprodutos do petróleo, sendo a gasolina o principal.

Data de 1882 a primeira aplicação nas comunicações – nosso ramo -, com o telégrafo e os telefones elétricos. Thomas Edison construiu as primeiras usinas geradoras em corrente contínua para sistemas de iluminação. Em 1886 foi feita a primeira transmissão de energia elétrica em corrente alternada por George Westinghouse.

Chegamos ao nosso tempo e na década de 40, a energia nuclear foi apresentada como fonte primária de energia.

Saímos do Sol, passamos pelos ventos, pela água, pelo carvão, pelo petróleo, pelo aprimoramento das fontes eólicas, pelos biocombustíveis, pelas termoelétricas e pelo urânio. Onde quero, por fim, chegar? Estamos de volta as nossas origens: o Sol.

Recomendo aos leitores mergulharem em toda informação disponível desse novo e promissor campo da geração de energia, que é a fotovoltaica. É o mais antigo, porém nos últimos cinco anos foi o que mais avançou.

Estamos, por obra e graça de Deus, no Nordeste, região que até hoje teve que sobreviver e contornar a inclemência do sol e da falta de chuvas. Hoje, podem acreditar, transformou-se em uma bênção divina.

Faça como muitos, seguindo os passos do visionário Delmiro Gouveia, que viu nas águas do São Francisco a oportunidade de gerar a sua própria energia. Olhe para o alto, para o Sol. Gere sua própria energia através das placas fotovoltaicas de última geração na escala das suas necessidades. Se sobrar, acredite, vai poder vender, sem esforço.

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Roberto Cavalcanti

Empresário e diretor da CNI.

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